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Alta do diesel deve chegar a R$ 0,06 por litro ao consumidor, diz presidente da Petrobras

Governo anuncia desoneração e subvenção ao combustível para conter o impacto do reajuste no preço final

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Petrobras aumentou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro, impactando o consumidor em R$ 0,06.
  • O governo anunciou medidas de desoneração e subvenção para mitigar o impacto do reajuste.
  • A presidente da Petrobras afirmou que o reajuste não teve interferência do governo, mas houve diálogo para adesão à medida provisória.
  • Novas regras de transparência e fiscalização foram estabelecidas para combater a especulação nos preços do diesel.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Enquanto o valor do diesel aumenta, Petrobras decide manter congelado o preço da gasolina Fernando Frazão/Agência Brasil- 01.11.2024

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (13) que a estratégia de preços da estatal funciona no cenário de volatilidade do petróleo. Ao detalhar o reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras, a executiva explicou que o impacto final para o consumidor será de R$ 0,06. A alteração passa a valer neste sábado (14).

“O reajuste está em consonância com nossa estratégia de preços. A adesão à MP [medida provisória do governo para tentar conter a alta dos preços] gera um valor recebido para a Petrobras de R$ 0,70. O governo desonera com a MP R$ 0,32”, informou. O preço da gasolina não sofreu alteração.


Segundo a estatal, o efeito combinado do ajuste de preços às distribuidoras e do potencial benefício do programa de subvenção à comercialização do óleo equivale a R$ 0,70 por litro. O programa prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

“Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, declarou a Petrobras, em nota.


A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à análise dos instrumentos regulatórios da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) relacionados ao preço de referência. Essas normas são fundamentais para a operacionalização da subvenção econômica.

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Ações contra a especulação

Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três atos — dois decretos e uma medida provisória.


O primeiro decreto zera as alíquotas do PIS e Cofins na importação e comercialização do diesel. O segundo estabelece “medidas de transparência e fiscalização para o combate à especulação e preços abusivos no Brasil”, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

A MP, por sua vez, institui subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela ANP condicionada à comprovação de repasse ao consumidor.


Sem ingerência

A presidente da Petrobras enfatizou que não houve interferência do governo na decisão de reajustar o preço do diesel. “Por óbvio houve conversa com o governo, ou não haveria adesão à medida provisória. Mas não houve interferência”, garantiu Chambriard.

Ela ressaltou que não acredita em grande impacto com o ajuste “se os postos não inflamarem suas margens”. “Esperamos que, neste momento difícil, não haja aumento de margem de forma especulativa.”

Na avaliação da Petrobras, a decisão do governo de atenuar preços demonstra a sua presteza em agir em um cenário de guerra. “Essa medida [MP] não é endereçada à Petrobras, mas a todos os agentes econômicos do diesel”, declarou a executiva.

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