Brasília Bolsonaro evita falar de estratégias para 2026 e diz que eleição de 2022 está superada: 'Sem rancor'

Bolsonaro evita falar de estratégias para 2026 e diz que eleição de 2022 está superada: 'Sem rancor'

O ex-presidente disse ainda que não tem a intenção de fazer oposição radical ao governo Lula no Congresso

  • Brasília | Hellen Leite e Camila Costa, do R7, em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro durante ação da PF

Ex-presidente Jair Bolsonaro durante ação da PF

Adriano Machado/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (18) que "procura a paz" e que as eleições de 2022 estão superadas. "Eleição de 2022 é página virada. Temos conversado com o partido sobre estratégias para o ano que vem, mas 2026 só se discute depois de 2024", disse. Ele esteve no Senado, em uma visita ao gabinete do filho e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Bolsonaro também disse que o PL não tem a intenção de fazer "oposição radical" ao atual governo e pediu que o “outro lado” pare de falar em seu nome, referindo-se aos aliados de Lula. 

"Estão votando aqui o arcabouço fiscal, não é da nossa parte impedir qualquer votação. O PL é um partido grande, não vamos fazer uma reação de oposição radical. Queremos colaborar para que o Brasil não afunde", disse.

Bolsonaro fala sobre Mauro Cid

A visita de Bolsonaro ao Senado aconteceu logo depois que seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, prestou depoimento na sede da Polícia Federal (PF). Ele é investigado por ter supostamente fraudado registros de vacina no sistema do Ministério da Saúde. Na PF, Cid ficou em silêncio e evitou responder às perguntas dos investigadores.

"Ele foi um excelente oficial do Exército brasileiro. Jovem ainda. Forças especiais, comandos, paraquedistas, primeiro lugar em quase todos os cursos que fez. Ele fez o melhor de si. Peço a Deus que não tenha errado", disse o ex-presidente na saída do Congresso.

Cid está preso desde 3 de maio, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro esteve na PF para prestar depoimento no caso que investiga fraudes no sistema de vacinação do Ministério da Saúde.

A suspeita é que os registros de vacinação de Bolsonaro, de Cid e da filha mais nova do ex-presidente, Laura Bolsonaro, tenham sido forjados. Informações falsas teriam sido inseridas no sistema do Ministério da Saúde entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, para que fossem obtidos os certificados de vacinação e eles conseguissem viajar para os Estados Unidos.

Nesta terça-feira (16), Jair Bolsonaro afirmou à Polícia Federal não saber nenhuma informação acerca do suposto esquema que fraudou dados de vacinação e que, se Cid tiver arquitetado o plano, foi sem nenhum conhecimento nem orientação da parte dele.

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