Brasília Bolsonaro usa imagem de FHC para ironizar relação de Moro com o MBL

Bolsonaro usa imagem de FHC para ironizar relação de Moro com o MBL

Usuária do Twitter compartilhou notícia sobre suposta tentativa de membros do grupo de minar candidatura de ex-juiz da Lava Jato

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Imagem de Fernando Henrique Cardoso usada por Jair Bolsonaro

Imagem de Fernando Henrique Cardoso usada por Jair Bolsonaro

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro usou uma imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para responder a uma usuária no Twitter nesta segunda-feira (14). Ela compartilhou uma notícia veiculada por um jornal que afirmava que, após racha com o deputado estadual Arthur do Val (SP), integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) atuavam para minar a candidatura de Sergio Moro ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.

Bolsonaro respondeu o tuíte com a imagem de FHC, que está deitado numa poltrona segurando o livro "Prisoner of the State: The Secret Journal of Premier", de Zhao Ziyang. A obra trata da história do primeiro-ministro chinês Zhao Ziyang e suas memórias.

Recentemente, Do Val pediu desfiliação ao Podemos, partido de Moro, após afirmar em áudio, entre outras falas sexistas, que mulheres ucranianas "são fáceis porque são pobres". O parlamentar tinha ido à Ucrânia, com Renan Santos, coordenador do MBL, acompanhar a invassão das tropas militares russas.

"Vou te dizer, são fáceis porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas 'minas', em dois grupos de 'mina', e é inacreditável a facilidade", afirmou o deputado na gravação.

Moro, que chamou a ida de Do Val à Ucrânia de "louvável" antes da divulgação dos áudios, se afastou do parlamentar após a polêmica envolvendo o aúdio sexista e afirmou que não vai apoiar "pessoas que têm esse tipo de opinião e comportamento".

"Lamento profundamente e repudio veementemente as graves declarações do deputado Arthur do Val divulgadas pela imprensa. O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto", disse o pré-candidato.

O MBL, por sua vez, negou que pretenda sabotar a candidatura do ex-juiz da Lava Jato. "Mantemos nosso apoio a Sergio Moro e sobreviveremos a este festival de inverdades que tenta nos destruir. A prova maior disso é a pronta retirada da candidatura de Arthur para que esta não afetasse o pleito de Moro", disse em nota.

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