Braga Netto fez ataques e ameaças a comandantes e feriu ética militar, aponta MP
Representação ao STM lista pressão interna sobre oficiais, apoio a acampamentos e captação de recursos como base do pedido
Brasília|Do R7, em Brasília
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O MPM (Ministério Público Militar) pediu nesta terça-feira (3) o cancelamento da patente e a expulsão das Forças Armadas do general Walter Braga Netto. No documento, a Corte afirma que o militar articulou ataques e ameaças contra comandantes das Forças Armadas, captou recursos para ações envolvendo militares, manteve contato com acampamentos golpistas e tentou interferir em operações da Polícia Federal.
O R7 tenta contato com a defesa do general. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado em caso de resposta.
Segundo o MPM, as condutas de Braga Netto violam deveres centrais da ética militar previstos no Estatuto dos Militares.
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A representação foi apresentada ao STM (Superior Tribunal Militar) após a condenação de Braga Netto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na ação da trama golpista a mais de 23 anos de prisão, por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
“Braga Netto gozava de elevada influência junto ao líder da organização criminosa, atuando de forma decisiva para garantir que a empreitada golpista tivesse êxito, notadamente atuando de forma dolosa para contestar os resultados das urnas eletrônicas, reforçando a narrativa de fragilidade e vulnerabilidade do sistema eleitoral brasileiro”, diz o MPM.
Um dos pontos centrais do pedido de perda de patente é a atuação do general contra comandantes das Forças Armadas que resistiram à adesão ao plano de ruptura institucional.
De acordo com o MP, Braga Netto articulou ataques e ameaças com o objetivo de constranger esses militares e associá-los à figura de “traidores da pátria”.
“O réu articulou uma série de ataques e ameaças, especialmente por meio digital, destinados a estes militares, com o propósito de constrangê-los a mudar de ideia. Os ataques também se dirigiram a militares que não endossavam o movimento golpista e tinha por objetivo associá-los à figura de traidores da pátria, suscetibilizando-os até a ações violentas dos apoiadores do golpe.”
A representação também afirma que Braga Netto participou de reunião em sua residência com militares das Forças Especiais, no contexto da chamada “Operação Copa 2022”, e que foi responsável por captar recursos para a execução da ação, buscando apoio financeiro junto a pessoas ligadas ao setor do agronegócio.
Outro elemento citado é o contato direto do general com lideranças de acampamentos instalados em frente a quartéis após o resultado das eleições de 2022. “Braga Netto manteve contato com lideranças nos acampamentos golpistas, prestando-lhes auxílio material e logístico, além de atualizar o núcleo crucial da organização criminosa”, afirmou o MP.
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