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Brasil contesta ranking da corrupção: ‘Índice se baseia em percepções de grupos específicos’

País atingiu 35 pontos, segunda pior nota registrada pela nação desde o início da série histórica, em 2012

Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CGU discorda dos critérios do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, que colocou o Brasil na 107ª posição.
  • O órgão argumenta que o IPC não mede a corrupção real nem considera a percepção da população sobre o tema.
  • A CGU afirma que o levantamento pode prejudicar países que investigam de forma transparente a corrupção.
  • Pesquisas de metodologias diferentes indicam um aumento na confiança dos brasileiros no governo federal e no serviço público.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Controladoria-Geral da União discordou dos métodos e dos critérios usados para avaliação de corrupção Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - Arquivo

A CGU (Controladoria-Geral da União) divulgou nota, nesta terça-feira (10), por meio da qual manifestou discordância em relação aos critérios usados para avaliação do IPC (Índice de Percepção da Corrupção) de 2025. O posicionamento se deu após a divulgação do ranking, no qual o Brasil apareceu em 107º lugar, entre 182 países.

O órgão de controle brasileiro comunicou que o IPC não “mede a ocorrência concreta de atos de corrupção” nem avalia políticas públicas de enfrentamento adotadas pelos países analisados ou os resultados obtidos.


A CGU mencionou, ainda, a falta de dados no relatório com a percepção da população geral sobre a corrupção nos respectivos países — fator que, na avaliação do órgão, compromete a fidelidade do levantamento.

Na análise da Controladoria-Geral da União, as principais fragilidades do IPC estão na falta de parâmetros claros para os responsáveis pelas avaliações e para as metodologias adotadas.


A nota afirma que parte das fontes apresenta análises influenciadas por contextos políticos e econômicos, sem relação direta com ações de combate à corrupção.

O órgão também avalia que o índice pode gerar efeito contrário ao pretendido, ao “punir” países com maior nível de transparência. Segundo a CGU, nações que investigam com mais rigor tendem a registrar maior número de casos em evidência, o que impacta negativamente a percepção externa.


Retrospectiva

Outro ponto destacado na nota refere-se à divulgação da chamada Retrospectiva 2025, relatório qualitativo que reúne avanços e retrocessos de cada país avaliado. Para a CGU, esse tipo de material pode desconsiderar o contexto dos crimes e as iniciativas adotadas pelo governo em exercício.

Ao afirmar que “o combate à corrupção não pode ser tratado como fator negativo”, o órgão cita o caso do INSS como exemplo. Segundo a CGU, o esquema irregular foi identificado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela abertura das investigações.


Como contraponto ao IPC, a Controladoria menciona pesquisas com metodologias consideradas consolidadas, que apontam aumento da confiança da população no governo federal.

A nota cita levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) 2025/2026, com aumento nos índices de confiança em 12% no caso do governo federal e de 18% para o serviço público, em comparação a 2022.

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