Brasil é o 4º país que mais recebe refugiados venezuelanos no mundo
De acordo com as autoridades brasileiras, desde a ação dos EUA na Venezuela, não houve aumento do fluxo migratório em Roraima
Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília
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Em dez anos, o Brasil recebeu 262 mil pedidos de refúgio de venezuelanos. Esse é o maior contingente de refugiados de um único país no território brasileiro. Apesar do grande fluxo, o Brasil é só a quarta nação que mais recebe venezuelanos e a terceira da América Latina, ficando atrás da Colômbia, do Peru e dos Estados Unidos. Segundo o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), 6,5 milhões de venezuelanos são refugiados em todo o mundo.
No Brasil, só em 2025, foram 19.956 pedidos de refúgio de venezuelanos dos mais de 69 mil solicitações recebidas, segundo dados do Obmigra (Observatório das Migrações Internacionais), ficando atrás apenas dos pedidos vindos de cubanos. A maior parte dos pedidos é registrada em Roraima. Em 2025, foram 33.160 no estado, sendo 13.947 de venezuelanos. O estado faz fronteira com a Venezuela.
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Apesar do alto número, os dados revelam uma desaceleração das solicitações nos últimos anos. Desde 2015, os pedidos de refúgio por parte dos venezuelanos passaram a crescer no Brasil, quando o país andino começou a enfrentar uma forte crise econômica. No ano seguinte, os venezuelanos já eram responsáveis pela maior parte dos pedidos registrados no Brasil, chegando ao pico em 2019. O país permaneceu como líder em solicitações até ser superado por Cuba no ano passado.
No fim de 2025, o governo federal firmou um acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) para envio de R$ 115 milhões ao governo de Roraima para suprir parte dos gastos estaduais com os venezuelanos.
Para ser considerado refugiado, o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) avalia se a pessoa fugiu de seu país devido a fundados temores de perseguição (por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política), conflitos armados, violência generalizada ou graves violações de direitos humanos.
Crise na Venezuela
Segundo o Exército brasileiro, desde a ação dos Estados Unidos no país vizinho no sábado (5) não houve mudança no fluxo migratório na região. Por isso, a força ainda não vê necessidade de aumentar o contingenciamento em Pacaraima. Por outro lado, o Ministério da Saúde se adiantou e enviou uma equipe para monitorar o cenário sanitário na fronteira.
Segundo a pasta, apesar de não ter tido aumento no fluxo de pessoas, o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para expandir equipes, estrutura e insumos em caso de agravamento da crise no país vizinho.
“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em Roraima
O governo de Roraima se reuniu ontem com o Exército para traçar estratégias em caso de agravamento da crise na região. “É muito importante o relacionamento do Governo do Estado com o Exército, especialmente no trabalho de acompanhar e monitorar a fronteira. As forças de segurança estaduais atuam em harmonia com o Exército, acompanhando toda a movimentação na região. Torcemos para que esse impasse se resolva o mais rápido possível e seguimos trabalhando pelo bem da nossa população e de todos aqueles que procuram Roraima para viver”, destacou o governador Antonio Denarium (Progressistas). Segundo o governo, o policiamento ostensivo na região foi intensificado.
Por outro lado, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse ontem acreditar que o fluxo migratório de venezuelanos no estado terá diminuição, após o ataque norte-americano. “Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade, tendo em vista estar preso e respondendo lá na Justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro”, declarou, em coletiva de imprensa.
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