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Brasil mira nova rodada de negociação contra o tarifaço dos EUA

Governo segue em tratativas e busca saída técnica, enquanto Lula traça estratégia contra novas tarifas durante encontro do G7

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro busca evitar uma tarifa adicional de 25% dos EUA, com negociações previstas para ocorrer em um mês.
  • Lula planeja discutir o tema no encontro do G7, com críticas ao sistema financeiro internacional e defesa de investimentos em países em desenvolvimento.
  • Negociações técnicas estão em andamento, com reuniões entre o Ministério da Indústria do Brasil e representantes comerciais dos EUA.
  • A tarifa proposta pelos EUA exclui alguns produtos, mas pode impactar itens importantes como ferro e aço semiacabados, significando perdas significativas para o Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump pode impor novas tarifas de exportação; Brasil aposta negociar Ricardo Stuckert/PR - 26.10.2025

O governo brasileiro aposta em uma nova rodada de negociações para tentar evitar a tarifa adicional de 25% que os Estados Unidos estudam impor ao país, mas as tratativas enfrentam um prazo apertado e precisa ser negociado em um mês.

O governo Trump vai decidir se aplica novas tarifas contra o Brasil até 15 de julho. No meio tempo, Lula prevê levar o debate ao encontro do G7, na França. O governo também trabalha com a possibilidade de um encontro informal entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos corredores do evento ou durante sessões de trabalho.

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Lula também planeja levar ao evento um discurso com críticas ao sistema financeiro internacional, com objetivo de marcar posição contra tarifas e cobrar investimentos internacionais a países em desenvolvimento, em vez da prioridade a gastos com guerras.

Enquanto isso, no Brasil, o Ministério da Indústria mantém a previsão de tentativas de negociação técnica com a área comercial dos Estados Unidos e prevê uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

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A rodada de conversas deve ocorrer ainda nesta semana, com participação de nomes do Itamaraty e da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

As negociações seguem a linha defendida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que prometeu atuar sem interrupções para evitar a adoção das novas tarifas. “Vamos trabalhar ininterruptamente para não implantar os 25% das tarifas, até porque não tem razão”, frisou, durante agenda em Minas Gerais no sábado.

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Novas tarifas dos EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou que poderá taxar importações brasileiras com uma nova tarifa de 25% sob alegação de que determinadas práticas brasileiras seriam desleais.

A posição do país cita desmatamento ilegal e o comércio on-line. Os EUA preveem confirmar se haverá tarifa adicional no próximo 15 de julho. Mesmo se ficar confirmada, a taxa deixará de fora itens como carne bovina, café, terras raras, metais e peças de aeronave.

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Apesar da lista de exceções, produtos de alto valor ao Brasil poderão ser prejudicados, como caso de itens semiacabados de ferro e aço. Produtos com esses materiais representaram US$ 3,36 bilhões de vendas aos Estados Unidos em 2025, segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

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