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Cármen Lúcia anuncia que vai apresentar recomendações de condutas a magistrados dos TREs

Medida do TSE prevê divulgação de agendas e maior cautela pública de magistrados eleitorais

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, anunciará recomendações de conduta para magistrados dos TREs em 10 de fevereiro.
  • As recomendações incluem a divulgação de agendas e a moderação nas manifestações públicas dos magistrados.
  • Cármen destacou a importância da transparência e do direito à informação segura no processo eleitoral.
  • Ela também mencionou que partidos políticos devem agir com legalidade e moralidade durante o ano eleitoral.

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Presidente do TSE promete diretrizes de conduta para ano eleitoral Marcelo Camargo/Agência Brasil- 02.02.2026

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (2) que vai enviar recomendações de conduta a magistrados dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) no dia 10 de fevereiro.

Em discurso na abertura do ano judiciário no TSE, Cármen disse que vai recomendar que os TREs passem a divulgar agendas e que os membros sejam comedidos em manifestações públicas.


“Somente com a publicidade ampla do que se passa no processo eleitoral, na atuação dos magistrados e das magistradas, das servidoras e servidores da Justiça Eleitoral, se tem assegurado o direito da eleitora e do eleitor à informação segura baseada em fatos e então, a escolha de cada eleitora e de cada eleitor no pleito eleitoral será livre e a democracia terá sido protegida”, disse Cármen.

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A ministra declarou ainda que espera que os partidos políticos também atuem com transparência no decorrer do ano eleitoral.


“Espera-se também que os partidos políticos, postos na Constituição do Brasil como instituições essenciais à prática democrática, igualmente atuem em um ambiente da legalidade, da moralidade e da clareza pública de seus comportamentos e na busca dos fins sociais para que se destinam”, disse a presidente do TSE.

Ao falar sobre o uso de inteligência artificial, Cármen disse que as novidades tecnológicas que forem usadas para infringir a lei eleitoral terão “resposta jurídica e repressiva”.


A declaração de Cármen é semelhante aos sinais dados pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, durante a abertura do ano judiciário na corte.

Fachin insistiu na edição de um código de ética para orientar a conduta dos ministros. Para ele, é uma das formas de garantir que o tribunal recupere sua credibilidade.

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