Caso Marielle: no STF, família de vereadora morta diz aguardar ‘uma resposta à democracia’
Réus pelo assassinato da parlamentar e do motorista Anderson Gomes estão presos preventivamente; eles negam as acusações
Brasília|Do R7, em Brasília
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A família da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro, acompanha presencialmente, nesta terça (24) e na quarta-feira (25), o julgamento dos cinco réus no caso pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.
Em busca de respostas desde que a parlamentar e o motorista dela, Anderson Gomes, foram mortos a tiros, há oito anos, as famílias das duas vítimas promoveram uma coletiva de imprensa na Corte, antes do início da sessão, por volta das 9h40.
“Não há o que comemorar. Pelo que minha família passa hoje é uma exceção que deveria ser a regra. Essa é uma resposta para a democracia e para aquelas pessoas que ainda acham que nenhum crime deve ficar impune”, afirmou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle.
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Pai da vereadora, Antônio Francisco da Silva também comentou sobre o julgamento: “Hoje será um dia primordial para que aqueles que se sentaram no banco dos réus sejam julgados. Eles não deram qualquer chance de defesa para Marielle, mas estão com banca de advogados para não serem condenados pelo que fizeram. Confio cegamente nos ministros do STF, que não vão se deixar levar pelas falácias [sobre os acusados].”
Entre os réus estão Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e o irmão dele Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro). Também são julgados Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil; Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar; e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do integrante da Corte de Contas fluminense.
Os cinco estão presos preventivamente e negam as acusações. As investigações revelaram que o crime teve como motivação as ações de Marielle contra loteamentos ilegais no Rio de Janeiro.
‘Oito anos é tempo demais’
Viúva de Marielle, a vereadora pelo Rio de Janeiro Mônica Benício (PSOL), disse esperar que o tribunal dê uma “condenação exemplar”, que passe um “recado” para crimes como esse. “Oito anos é tempo demais. Esse foi um caso emblemático, e este é um momento muito importante para a democracia. É preciso destruir a estrutura que matou Marielle.”
Filha da vereadora assassinada, Luyara Franco ressaltou que espera “sair com vitória” ao final do julgamento. “A justiça plena para a reparação é algo que sonhávamos ver acontecer nestes últimos oito anos”, ressaltou.
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