Caso Master: diretor da PF evita críticas a Toffoli, mas reitera que corporação tem autonomia
Andrei Rodrigues acrescentou que os peritos da corporação já tiveram acesso aos materiais necessários às investigações
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, e Nathália Martins, da RECORD, em Brasília
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Ao ser questionado sobre a investigações que envolvem o Banco Master, o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, reafirmou que a corporação tem autonomia para atuar. Nesta segunda-feira (26), as apurações entram em nova etapa, com o início dos depoimentos dos suspeitos no caso.
“A Polícia Federal é uma instituição de Estado e, de fato, com autonomia — a qual tem sido garantida pelos ministros e pelo governo federal desde o primeiro dia de nossa gestão. Isso permite que realizemos nosso trabalho de polícia judiciária e administrativa da União com isenção e independência, como a polícia de Estado que somos”, ressaltou Andrei.
A declaração ocorreu durante o evento de formação de novos policiais da corporação, na Academia Nacional de Polícia Federal, em Brasília (DF).
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Questionado se o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli teria cerceado a autonomia da instituição ao impedir que peritos consultassem materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, o diretor-geral evitou tecer críticas ao magistrado e ressaltou que os investigadores já tiveram acesso aos materiais necessários.
Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, a relatoria de Toffoli no processo é contestada, devido a decisões inusuais do ponto de vista jurídico e por supostas ligações com investigados.
Depoimentos
A PF começou a ouvir, nesta segunda-feira (26), oito dos investigados no inquérito que apura suspeitas de irregularidades na proposta de compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília).
O foco das investigações, cujo processo se encontra no STF, é a suspeita de que o Master tenha vendido milhões de reais em carteiras de crédito fictícias ou sem lastro a diversas instituições financeiras, inclusive ao banco público do Distrito Federal.
Em setembro último, a transação acabou rejeitada pelo BC (Banco Central), que decretou a liquidação extrajudicial do Master dois meses depois.
Datas dos depoimentos
Segunda-feira (26)
- Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB;
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma das empresas investigadas;
- Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
- Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Terça-feira (27)
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB;
- Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master;
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master;
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
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