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Caso Master: Mendonça permite que ex-diretor do BC decida se vai à CPI do Crime Organizado

Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado do cargo por suspeitas de ligação com Vorcaro, iria ser ouvido nesta quarta-feira (18)

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CPI do Crime Organizado não conseguiu ouvir o ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, devido a uma decisão do ministro do STF, André Mendonça.
  • Mendonça tornou o comparecimento opcional, enfatizando o direito à não autoincriminação dos investigados.
  • Paulo Sérgio é investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e movimentações financeiras suspeitas.
  • A operação investiga organizações criminosas e esquemas de lavagem de dinheiro no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Decisão do ministro do STF foi tomada na terça-feira (17) Rosinei Coutinho/STF

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado iria ouvir, nesta quarta-feira (18), o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado do cargo por suspeitas de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No entanto, uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, tornou o comparecimento opcional, e ele não participou da sessão.

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A decisão do comparecimento havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado, que investiga a atuação de organizações criminosas e esquemas de lavagem de dinheiro no país.

Já em sua decisão, Mendonça afirmou que, embora a atuação da CPI seja relevante, deve prevalecer o direito constitucional de investigados à não autoincriminação.

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Ele também ressaltou que, caso optasse por depor, Paulo Sérgio teria garantido o direito ao silêncio.

“Desde então, há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato, entendendo, como corolário do brocardo nemo tenetur se detegere, que inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”, disse.

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Investigação

Paulo Sérgio Neves de Souza é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em 4 de março.

Ele foi afastado do cargo sob suspeita de atuar em favor dos interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enquanto ocupava funções estratégicas no Banco Central.

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As investigações apontam que o ex-diretor teria atuado como uma espécie de informante dentro da instituição, facilitando processos de interesse do empresário.

Além disso, ele é investigado por movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo a compra e venda de imóveis com uso de dinheiro em espécie, que somam cerca de R$ 7,7 milhões em conjunto com o irmão.

* Sob supervisão de Leonardo Meireles

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