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Casos de Covid-19 no DF vão seguir elevados até o fim de fevereiro

A expectativa da Secretaria de Saúde é que a explosão de casos só diminua no fim de fevereiro, e deverá acontecer de forma rápida

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

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Teste de Covid no Distrito Federal
Teste de Covid no Distrito Federal

"As próximas três semanas serão cruciais para o Brasil e para o DF na resposta à Covid-19." Quem afirma é o secretário-adjunto de Assistência à Saúde da Secretaria de Saúde do DF, Fernando Érick Damasceno. De acordo com Damasceno, o GDF trabalha com a previsão de que a terceira onda de Covid-19, com ascensão acelerada de casos, deve continuar até meados de fevereiro, com níveis maiores de transmissão e de sobrecarga do sistema.

"Nossa expectativa é reduzir o platô de permanência de elevados casos e a espera de uma queda igualmente rápida ainda para o final de fevereiro". Ele comparou a transmissibilidade da Ômicron ao sarampo e outros grandes desafios de transmissibilidade no mundo. Para o enfrentamento, a Secretaria de Economia liberou R$ 32 milhões para que o governo possa contratar 100 médicos e 362 técnicos de enfermagem.


A contratação é em caráter temporário, com duração de um ano. De acordo com o secretário de Saúde, general Manoel Luiz Pafiadache, o chamado vai reforçar o DF no combate à pandemia de Covid-19. Pafiadache falou sobre as contratações durante a coletiva de imprensa semanal para informar sobre as ações de controle da disseminação da doença.

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Pafiadache destacou que o Distrito Federal está vivendo "um momento muito difícil". "Nossos servidores, que estão na linha de frente, em contato com o vírus, são humanos. É natural que alguns se contaminem. Precisam ser afastados. E nosso esforço é para repôr essas forças na linha de frente", disse.


Pafiadache lembrou, também, que o governo reinaugurou o Hospital Cidade do Sol. "A previsão é colocar 40 leitos de enfermaria e 20 de UCI. O hospital, além de nos ajudar, vai ficar como um legado, e vai nos ajudar nas ações de assistência à população, principalmente na região de Ceilândia e Por do Sol", afirmou o secretário.

A contaminação de profissionais de saúde já estava prevista, segundo Damasceno. Uma das estratégias é a reposição rápida de força de trabalho, com horas extras cedidas e ampliadas e contratação temporária, além do aumento de disponibilidade e organização de serviços.


Vacinação

Pafiadache destacou que a vacinação "ainda pode melhorar" na capital. A população acima de 5 anos tem 78,22% dos moradores com o esquema completo de imunização. Ainda existem outras 200 mil pessoas acima de 12 anos que não iniciaram o esquema vacinal. "Isso é preocupante", alertou Pafiadache. Outras 120 mil pessoas só tomaram a segunda dose. "A vacinação incompleta é tão difícil quanto a não vacinação."

O secretário também lembrou que começa, nesta sexta-feira (28), a discussão sobre uma quarta dose para idosos. Ele pediu união para enfrentar a Covid-19. A capital tem, atualmente, 2.367.909 pessoas com a primeira dose, 2.168.469 com a segunda dose, 58.410 com dose única, 675.530 com doses de reforço e 10.698 imunossuprimidos com doses adicionais.

"Não tem como eu ficar satisfeito com 200 mil pessoas sem tomar pelo menos a primeira dose. Estamos com uma van, a vacina entrando nas comunidades, estamos colocando a vacina no aeroporto, na rodoviária. Estamos criando oportunidade com busca ativa para que as pessoas tenham oportunidade de vacinar", afirmou o secretário. O Ministério da Saúde deve entregar para o DF, na segunda-feira (31), 23.400 doses da Pfizer para crianças.

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