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CCJ da Câmara aprova fim da lei de alienação parental

Se não houver recursos, projeto segue para análise do Senado

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CCJ da Câmara aprovou a revogação da Lei de Alienação Parental com 37 votos a favor e 28 contra.
  • O projeto segue para análise do Senado, a não ser que haja um recurso na Câmara.
  • A legislação era criticada por proteger abusadores e prejudicar o vínculo de crianças com suas mães.
  • Movimentos feministas e especialistas pedem a revogação, apontando que a lei não atingiu seus objetivos e causou problemas graves.

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Little girl holding hands with father. Pai e filho, crianças
Alienação parental é a prática de manipulação psicológica da criança por um dos pais Reprodução/Freepik

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (3), por 37 votos contra 28, projeto de lei que revoga a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318 de 2010). Como o projeto tramitou em caráter terminativo, ele segue direto para análise do Senado caso não haja recurso na Câmara para que o texto seja votado pelos deputados no plenário.

A alienação parental é considerada a prática de manipulação psicológica da criança por um dos pais ou responsável, de modo a prejudicar a construção de um vínculo dessa criança, ou adolescente, com o outro genitor ou genitora.


A anulação da lei vinha sendo exigida por movimentos que lutam pelos direitos das mulheres e meninas sob o argumento central de que a legislação vinha sendo usada para proteger abusadores e afastar mães do convívio com os filhos.

“Passados 12 anos desde a sanção desta norma, concluiu-se que ela não apenas não gerou os efeitos desejados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa por custódia, como tem sido aplicada de maneira a gerar problemas ainda mais graves que aqueles que pretendia mitigar”, escreveu no parecer a relatora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ).


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Segundo a relatora, a Lei de Alienação Parental vem sendo usada para proteger abusadores de crianças que usam a legislação para retaliar denúncias de maus-tratos de crianças e adolescentes.

A deputada acrescentou que peritos e especialistas no combate à violência contra mulheres e meninas das Nações Unidas vêm pedindo para que o Brasil revogue essa lei.


Carneiro afirma ainda, em seu relatório, que o Ministério Público estima que 70% dos casos de alienação parental são de pais denunciados por mulheres por violência doméstica ou abuso sexual contra elas ou contra as crianças.

A deputada fluminense citou o caso de um menino de oito anos que tentou suicídio por abusos sucessivos do pai. “A mãe se sente silenciada porque contra ela há uma ação de alienação parental”, disse.


Adiado na CCJ algumas vezes, o debate na sessão desta quarta se estendeu por mais de três horas devido à resistência de deputados da oposição, que alegavam que a Lei de Alienação Parental tem um papel a cumprir.

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