Invasão do Planalto, STF e Congresso em Brasília

Brasília Celina Leão diz que DF está se preparando para garantir segurança de posse do Congresso

Celina Leão diz que DF está se preparando para garantir segurança de posse do Congresso

Governadora em exercício se reuniu com Rosa Weber; gestão da segurança pública voltará para o governo local em fevereiro

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Celina Leão em visita ao Supremo na tarde desta terça-feira

Celina Leão em visita ao Supremo na tarde desta terça-feira

Reproção/R7 Brasília 24.01.2023

A governadora do Distrito Federal em exercício, Celina Leão (PP), disse que o governo está se preparando para garantir a segurança da posse dos parlamentares em 1º de fevereiro. Celina se reuniu com a presidente do STF, ministra Rosa Weber, para falar sobre o planejamento da transição da segurança do DF na tarde desta terça-feira (24). A declaração foi dada depois do encontro. O decreto de intervenção federal na capital se encerra em 31 de janeiro e não deve ser prorrogado.

"Nós temos a noção da responsabilidade e estamos nos preparando para esse dia", afirmou a governadora em exercício. O encontro ocorre algumas semanas após os ataques em Brasília.

Leia também: Governo não deve prorrogar intervenção na Segurança do DF, diz Celina Leão

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, responsável pela segurança pública do DF, informou na última segunda-feira (23) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a intervenção federal na segurança pública do DF não será prorrogada.

Celina chegou à Corte por volta das 16h20. A governadora em exercício está no cargo desde o dia 8 de janeiro, quando o titular do cargo, Ibaneis Rocha (MDB), foi afastado pelo ministro Alexandre de Moraes. 

Ibaneis é investigado por causa dos atentados que ocorreram contra as sedes dos Três Poderes, em que extremistas invadiram prédios públicos na capital do país.

Intervenção federal

Com a decisão, o processo de intervenção permanece até 31 de janeiro e não será estendido. Após esse prazo, o governo do DF volta a ser responsável pela Polícia Militar, Civil e outras instituições militares.

Invasão

Após a invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília, Lula editou um decreto de intervenção federal no Governo do Distrito Federal até o dia 31 de janeiro.

O objetivo da intervenção é "pôr termo a grave comprometimento da ordem pública" no Distrito Federal, marcado por atos de violência e invasão de prédios públicos. A medida será coordenada pelo interventor Ricardo Garcia Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça.

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