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Dois meses após morte de vigilante em abordagem policial, família cobra respostas no DF

William César Pinto Júnior foi baleado ao sair de casa para trabalhar, no Gama; caso segue sob sigilo

Cidade Alerta DF|Do R7

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O vigilante William César Pinto Júnior, de 48 anos, foi baleado durante uma abordagem de policiais civis na madrugada de 19 de agosto, no Setor Oeste do Gama (DF). Ele saía de casa para trabalhar como vigilante no Senado Federal quando foi abordado por agentes que, segundo testemunhas, estavam em uma viatura descaracterizada e procuravam um carro preto do mesmo modelo que o dele.

Dois meses após a morte, a família ainda tenta entender o que aconteceu e cobra esclarecimentos sobre a ação policial. William nasceu em Brasília, morava no Gama e deixou a companheira e dois filhos, de 11 e 16 anos.

Segundo relatos de testemunhas, William foi socorrido pelos próprios agentes e levado ao hospital. De acordo com a família, o vigilante sofreu uma hemorragia grave e duas paradas cardiorrespiratórias, mas não resistiu. A irmã, Glecyana César Ribeiro, conta que a perda ainda é difícil de enfrentar: “Eu não consigo dormir. A todo momento eu lembro dele. Para mim é muito difícil”.

A investigação é conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal e permanece sob sigilo. A corporação informou que não pode divulgar novos detalhes sobre o caso. Os policiais envolvidos se apresentaram à delegacia após a ocorrência. Enquanto aguarda a conclusão das apurações, a família pede transparência e respostas sobre as circunstâncias da abordagem que terminou com a morte do vigilante.

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