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MP investiga segurança de treinamentos após mortes de policiais no Lago Paranoá

Caso mais recente ocorreu em 21 de setembro, quando um soldado da PMDF morreu após passar mal durante um treinamento

Cidade Alerta DF|Do R7

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O Ministério Público do Distrito Federal investiga se os treinamentos das forças de segurança seguem os protocolos e têm acompanhamento adequado após mortes registradas durante atividades no Lago Paranoá, em Brasília. O caso mais recente ocorreu em 21 de setembro, quando o soldado da Polícia Militar Lucas Duran, de 28 anos, morreu após passar mal durante um treinamento de mergulho. A ocorrência é investigada pela corregedoria da corporação.

Segundo a corporação, Lucas era atleta e tinha experiência em atividades de mergulho. O Ministério Público cobrou informações do comando-geral da PM e deu prazo de 10 dias para esclarecer as circunstâncias do treinamento. Pessoas que presenciaram a atividade afirmaram que o soldado teria continuado mergulhando mesmo após o encerramento do exercício.

Em fevereiro de 2025, o policial civil de Goiás Rafael da Gama Pinheiro, de 34 anos, também morreu após passar mal durante um curso de operações táticas especiais no Lago Paranoá. Segundo a mulher, Byanca Boni, não havia médico ou ambulância no local quando o marido passou mal. A família questiona as condições do treinamento e cobra respostas sobre a morte.

Outros casos fatais foram registrados em treinamentos de forças de segurança em diferentes estados nos últimos anos. O instrutor de mergulho Josué Ratola explica que fatores como cansaço, estresse, tempo de atividade e profundidade podem aumentar os riscos durante exercícios aquáticos. Diante da sequência de ocorrências, familiares questionam se a intensidade e a estrutura oferecida durante os cursos são compatíveis com os protocolos de segurança.

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