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Com pedidos de CPI na mesa, Senado inicia apuração própria sobre o caso Master

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos, comandada por Renan Calheiros, criam um grupo para focar nas investigações

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senado instala subcomissão da CAE para investigar o escândalo do Banco Master.
  • Banco Master, com suspeitas de fraudes bilionárias, teve liquidação decretada pelo Banco Central em 2025.
  • Mais de 280 assinaturas para uma CPMI foram protocoladas na Câmara dos Deputados, mas enfrentam resistência.
  • Comissões dependem de apoio de um terço dos membros e têm prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

"O grupo será o mais abrangente possível", afirmou o senador Renan Calheiros Saulo Cruz/Agência Senado - 03.02.2026

Membros da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado instalam, nesta quarta-feira (4), uma subcomissão para reforçar as diversas frentes que investigam o escândalo do Banco Master.

A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, em reunião de abertura dos trabalhos da CAE em 2026. “O grupo será o mais abrangente possível, e eu vou fazer tudo, absolutamente tudo, para que ele guarde nos seus titulares e nos seus suplentes a proporcionalidade partidária”, ressaltou.


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Protagonista de um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, o Banco Master teve a liquidação decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.

O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS firmados com o banco de Daniel Vorcaro. O banqueiro é um dos convocados pela CPMI do INSS para prestar esclarecimentos sobre o tema.


Como vai funcionar a subcomissão

Segundo Calheiros, o colegiado vai requisitar documentos e dados sigilosos para aprofundar as apurações, além de convocar autoridades e investigados.

O presidente da CAE também se comprometeu a acompanhar as apurações que ocorrem em órgãos como Banco Central, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Polícia Federal e TCU (Tribunal de Contas da União).


A subcomissão será composta pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves, Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin, Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Congresso tenta emplacar outras apurações

A instalação do grupo ocorre em meio a outros pedidos feitos no Senado e na Câmara dos Deputados para investigar o esquema envolvendo o Banco Master.


Na terça (3), parlamentares de oposição ao governo protocolaram um requerimento com mais de 280 assinaturas para a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito).

O autor do pedido, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), está confiante de que o texto será apreciado por Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente do Congresso Nacional, no entanto, ainda não se manifestou sobre o assunto.

Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstrou resistência ao afirmar que requerimentos para a formação de uma CPI sobre o Banco Master não devem ser atendidos a curto prazo. Segundo ele, outros pedidos de investigação protocolados anteriormente terão prioridade.

A declaração sucedeu o anúncio do líder do PT Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o endosso governista à CPI protocolada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e à CPMI proposta pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).

De acordo com o sistema de dados da Câmara, 15 requerimentos de Comissões Parlamentares de Inquérito estão à frente do pedido que trata do caso Master.

Para começarem a valer, os dois tipos de comissões — CPI e CPMI — dependem do aval de um terço dos membros da Casa (ou da Câmara e do Senado, se for mista), além da leitura do requerimento dos respectivos presidentes. O prazo de funcionamento é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias.

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