Com pedidos de CPI na mesa, Senado inicia apuração própria sobre o caso Master
Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos, comandada por Renan Calheiros, criam um grupo para focar nas investigações
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Membros da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado instalam, nesta quarta-feira (4), uma subcomissão para reforçar as diversas frentes que investigam o escândalo do Banco Master.
A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, em reunião de abertura dos trabalhos da CAE em 2026. “O grupo será o mais abrangente possível, e eu vou fazer tudo, absolutamente tudo, para que ele guarde nos seus titulares e nos seus suplentes a proporcionalidade partidária”, ressaltou.
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Protagonista de um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, o Banco Master teve a liquidação decretada pelo BC (Banco Central) em novembro de 2025.
O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS firmados com o banco de Daniel Vorcaro. O banqueiro é um dos convocados pela CPMI do INSS para prestar esclarecimentos sobre o tema.
Como vai funcionar a subcomissão
Segundo Calheiros, o colegiado vai requisitar documentos e dados sigilosos para aprofundar as apurações, além de convocar autoridades e investigados.
O presidente da CAE também se comprometeu a acompanhar as apurações que ocorrem em órgãos como Banco Central, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Polícia Federal e TCU (Tribunal de Contas da União).
A subcomissão será composta pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves, Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin, Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Congresso tenta emplacar outras apurações
A instalação do grupo ocorre em meio a outros pedidos feitos no Senado e na Câmara dos Deputados para investigar o esquema envolvendo o Banco Master.
Na terça (3), parlamentares de oposição ao governo protocolaram um requerimento com mais de 280 assinaturas para a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito).
O autor do pedido, deputado Carlos Jordy (PL-RJ), está confiante de que o texto será apreciado por Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente do Congresso Nacional, no entanto, ainda não se manifestou sobre o assunto.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstrou resistência ao afirmar que requerimentos para a formação de uma CPI sobre o Banco Master não devem ser atendidos a curto prazo. Segundo ele, outros pedidos de investigação protocolados anteriormente terão prioridade.
A declaração sucedeu o anúncio do líder do PT Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o endosso governista à CPI protocolada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e à CPMI proposta pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
De acordo com o sistema de dados da Câmara, 15 requerimentos de Comissões Parlamentares de Inquérito estão à frente do pedido que trata do caso Master.
Para começarem a valer, os dois tipos de comissões — CPI e CPMI — dependem do aval de um terço dos membros da Casa (ou da Câmara e do Senado, se for mista), além da leitura do requerimento dos respectivos presidentes. O prazo de funcionamento é de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60 dias.
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