Brasília Combate à dengue no Distrito Federal vai ter 56 Mais Médicos, 300 militares e apoio da Opas

Combate à dengue no Distrito Federal vai ter 56 Mais Médicos, 300 militares e apoio da Opas

DF registrou 16.628 casos prováveis de dengue entre 1º e 20/1, média de 34 registros por hora, 646,5% a mais que em 2023

  • Brasília | Edis Henrique Peres e Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

DF registrou 16.628 casos prováveis de dengue

DF registrou 16.628 casos prováveis de dengue

Reprodução / RECORD

O combate à dengue no Distrito Federal vai ter o apoio de 56 profissionais do Mais Médicos, 300 militares do Exército para visitas às residências e apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). As informações foram dadas com exclusividade pela secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, nesta sexta-feira (26) à RECORD.

Lucilene detalhou que 15 militares chegarão à capital para conduzir os carros de fumacê em todos os pontos mais crítidos do DF. Em relação aos profissionais do Mais Médicos, o envio pelo Ministério da Saúde será feito ao longo deste ano, mas recurso já foi liberado para contratação.

“Com a ajuda do Ministério da Defesa, teremos motoristas para aumentar o número de fumacês e recrutas para visitar os domicílios. Além disso, duas ambulâncias tripuladas serão cedidas pelo ministério para fazer a remoção [dos pacientes] das tendas para os hospitais, nos casos que forem necessário”, explica.

Lucilene acrescentou que a Opas ofereceu todo o apoio no combate a doença. “Nas tendas estamos tendo 1.400 atendimentos por dia, em torno de 33% deles precisam de hidratação venosa e 8% chegam a ser levados ao hospital devido ao quadro de saúde. Mas nos próximos dias, com todas as ações que estamos fazendo, teremos a redução dos casos”, afirmou.

A secretária destacou a importância da ajuda da população. “Só a união de todos vai permitir que a gente supere esse momento. Por isso, precisamos da população engajada.”

Dengue no DF

O Distrito Federal registrou 16.628 casos prováveis de dengue entre 1º e 20 de janeiro, o que equivale a uma média de 34 registros por hora. Dados da Secretaria de Saúde apontam um aumento de 646,5% no número de ocorrências quando comparadas ao mesmo período de 2023, quando 2.154 casos prováveis da doença foram registrados.

As suspeitas de dengue em pacientes entre 10 e 14 anos é a maior demanda de atendimentos. O percentual de procura nos hospitais, tendas e unidades básicas de saúde na faixa etária chega a 23,46% do total, seguido de adolescentes de 15 a 19 anos (18%) e jovens de 20 a 24 anos (16%). Os dados são do painel de monitoramento InfoSaúde, atualizado nessa semana.

Ao todo, o DF já realizou 26,5 mil atendimentos de casos suspeitos de dengue em menos de um mês. O número é cinco vezes maior que o vivenciado no mesmo período do ano passado.

Medidas preventivas

Nove tendas começaram a funcionar em regiões consideradas estratégicas desde o último o último sábado (20). As instalações permanecerão por 45 dias para testagem da população, orientação e hidratação das pessoas doentes.

Para garantir atendimento a pacientes, 11 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão funcionando com horário ampliado, das 7h às 22h. Os 38 carros de fumacê estão circulando das 4h às 6h e das 17h às 19h. A previsão é que tenha pelo menos um veículo por região administrativa.

A secretária informou que agentes de vigilância ambiental serão contratados e que 300 soldados do Corpo de Bombeiros foram treinados para fazer visitas em domicílio e ajudar com medidas preventivas da doença.

Um canal de telefone foi criado para prestar informações à população sobre os locais das tendas e outras informações da doença. O número é o 199.

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