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Conclusão de obras de creches pode criar 780 mil novas vagas, diz presidente eleito do TCU

Das 11.941 obras públicas paralisadas no Brasil, 72% são de creches, escolas e UBS, aponta Tribunal de Contas

Brasília|Giovana Cardoso e Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Vital do Rêgo toma posse como presidente do TCU nesta quarta
Vital do Rêgo toma posse como presidente do TCU nesta quarta Divulgação/TCU

O presidente eleito do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Vital do Rêgo, afirmou ao JR Entrevista que 72% das obras inacabadas, paralisadas ou semi-paralisadas no Brasil são de creches, escolas e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). O país ainda não concluiu 11.941 das obras que contratou, o que corresponde a 52% dos empreendimentos bancados pelo poder público, segundo Vital do Rêgo.

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“A cada ano, a gente vê que está crescendo o número de obras inacabadas, paralisadas ou semi-paralisadas no Brasil. Mas, esse crescimento tem muito a ver com a presença dessas obras no painel [de informações do TCU]. Hoje, nós temos 11,9 mil obras inacabadas. Dessas, 72% são de creches, escolas e UBS”, disse.


A íntegra da entrevista foi exibida na RECORD News nessa terça-feira (10), mas pode ser assistida no R7, nas redes sociais da RECORD e no PlayPlus.

Vital do Rêgo afirmou, ainda, que a conclusão das obras de creches que estão paralisadas permitiria a abertura de 780 mil novas vagas na rede de ensono.


Segundo o tribunal, as áreas de educação e saúde concentram 4.094 e 4.580 obras paradas, respectivamente. Os estados do Maranhão, Bahia e Pará, que estão entre os cinco com maior demanda por vagas em creches, têm mais obras paralisadas do que em execução.

Obras paralisadas no Brasil Luce Costa/ Arte R7

“São aparelhos que precisam efetivamente estar disponíveis. Em um país tão desigual como o nosso, você imagina deixar a sociedade sem creche, sem escola, sem uma UBS para fazer saúde preventiva? O Ministério da Educação já abriu um pacto nacional por essas reformas, nós estamos acompanhando”, comentou.


Acompanhamento do TCU

Apesar do diagnóstico, o tribunal também identificou que 1.169 obras que estavam estagnadas em 2023 foram reiniciadas este ano, e 5.463 foram concluídas em relação ao levantamento do ano passado.

De acordo com a corte, o acompanhamento das obras tem por objetivo avaliar o cenário de paralisação de empreendimentos públicos financiados com recursos federais.


“A expressiva quantidade de projetos interrompidos representa desperdício de recursos públicos e compromete diretamente a eficácia das políticas públicas e a capacidade de atendimento às necessidades essenciais da população”, aponta o TCU.

Novo presidente

O ministro Vital do Rêgo toma posse como presidente do TCU nesta quarta-feira (11), em substituição ao ministro Bruno Dantas. O ministro Jorge Oliveira assumirá a vice-presidência. O mandato dos dois começa a partir de 1º de janeiro de 2025 e terá duração de um ano, com a possibilidade de renovação por igual período.

Natural de Campina Grande (PB), Vital do Rêgo foi eleito à Presidência do TCU em 4 de dezembro, por unanimidade.

A cerimônia de posse, que ocorre em Brasília, vai acontecer sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que precisou passar por uma cirurgia de emergência na madrugada dessa terça-feira.

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