Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

'Confaz ignora lei aprovada sobre ICMS', diz Rodrigo Pacheco 

Presidente do Senado diz que percentual definido pelo Confaz não ameniza impacto do combustível para os consumidores

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco Reprodução/Youtube 23.02.2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), contestou a decisão do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de criar uma alíquota única de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o preço do óleo diesel nos estados.

Em 24 de março, o Confaz aprovou o valor fixo de R$ 1,0060 do imposto para o litro do óleo diesel S10, de uso mais difundido, e permitiu que cada ente federado possa determinar, a seu critério, um fator de equalização de carga tributária.

‌

No entendimento de Pacheco, o valor definido pelo conselho é o patamar mais elevado vigente para cobrança do ICMS sobre o diesel. Ele ponderou que a decisão do Confaz “neutralizou e esvaziou” os objetivos de uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, em março deste ano, que fixou o valor do ICMS sobre os combustíveis.

Uma das normas da lei diz que, nas operações envolvendo combustíveis, a base de cálculo do ICMS até o fim deste ano, para fins de substituição tributária, será a média móvel dos preços médios praticados ao consumidor final nos 60 meses anteriores à sua fixação.

‌

Na terça-feira (3), Pacheco enviou um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que é presidente do Confaz, ponderando que “o valor praticado foi completamente dissociado da proporcionalidade e ignorou os parâmetros trazidos” pela lei aprovada pelo Congresso.

Segundo o senador, a alíquota do Confaz “não contribuiu, enfim, com os esforços envidados pelo Congresso Nacional no sentido de estabelecer uma tributação equilibrada, proporcional e justa, e que busque a redução dos preços dos combustíveis”.

‌

Em entrevista coletiva nesta quarta (4), Pacheco disse esperar “a boa vontade dos secretários de Fazenda e do ministro da Economia” para que seja possível “chegar a um bom termo”.

“Quando o Confaz define uma alíquota de pouco mais de R$ 1, a maior alíquota possível, e cria fatores de equalização para cada estado ter o seu desconto, para ter sua própria alíquota, isso desnatura o que era o objetivo da lei e do Congresso Nacional. Muito respeitosamente, peço a reflexão do Confaz sobre as ponderações da presidência do Senado em relação à necessidade de termos cumprimento do espírito da lei.”

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.