Conheça os cinco núcleos da organização criminosa que levou à prisão de Márcio Canella
Grupo é investigado por fraude de combustíveis, cartel, lavagem de dinheiro e captura de órgãos públicos
Brasília|Do R7
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O relatório da Polícia Federal que resultou na prisão do deputado estadual eleito pelo União Brasil no Rio de Janeiro, Márcio Canella, teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (15). No documento, relatado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, é apontado que o grupo tenha movimentado R$ 7,6 bilhões, combinando fraude de combustíveis, cartel, lavagem de dinheiro e captura de órgãos públicos.
O grupo era dividido em cinco núcleos: político, econômico, corrupção, empresarial e controle territorial. Veja o que mostram as investigações:
Núcleo Político e Institucional (Comando e Blindagem)
- Márcio Correia de Oliveira (“Márcio Canella”): apontado como “patrono político” e “articulador de alto escalão da organização criminosa”. Ele se beneficiava da maior parte dos lucros vindos das atividades criminosas.
- Marcus Vinicius Amim Fernandes: ex-Presidente do Detran/RJ e ex-Secretário de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, trabalhava como operador institucional do grupo e proporcionava proteção administrativa e policial ao grupo, recebendo recursos por intermédio de empresas vinculadas a seus familiares.
- Glaucio Paz da Silva: Delegado de Polícia Civil e sucessor de Marcus Amim na Presidência do DETRAN/RJ, teria recebido dinheiro da organização criminosa.
Núcleo Econômico-Financeiro e de Lavagem de Capitais
- Pablo Jukiá Felix Ferreira: gestor do conglomerado de combustíveis e responsável por administrar dezenas de postos por procuração para ocultar os reais proprietários.
- José Carlos Alves de Souza Júnior: gestor financeiro e responsável por controlar o recolhimento das vendas e a distribuição de propinas na contabilidade paralela.
- Luana Oliveira e Luisi Corrêa Pinho: atuava como “laranja” e sócia formal em dezenas de postos para ocultar o patrimônio dos operadores centrais.
- Dimitri Alecrim: usado para assumir participações societárias formais e ocultar os verdadeiros beneficiários das empresas.
- Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes: sócios ocultos de empresas ligadas ao grupo e beneficiários de repasses financeiros.
Núcleo de Corrupção, Favorecimento Institucional
- Fabio Henrique Ferreira dos Santos: escrivão da Polícia Federal e responsável por vazar informações sigilosas sobre investigações em andamento.
- Diogo Pacheco do Couto: advogado que repassava alertas prévios de fiscalizações para a rede de postos.
- Edvaldo Ferreira Borges (“Biscoito”) e Luiz Ricardo Estevam Lima (“Tchetcheco”): servidores do Procon e Sedecon que vazavam cronogramas e locais de fiscalização.
Núcleo Empresarial
- Diogo Dantas Aguiar: atuava em fraudes em contratos de reboque no DETRAN/RJ e lavagem por circularidade.
- Gabriel da Silva Bastos (“Calcinha”): administrava credenciais bancárias e quitava despesas pessoais dos líderes do grupo.
- Márcio Samary Machado (“Márcio Nit”): gerenciava empresas com contratos públicos e liquidava obrigações financeiras do grupo.
Núcleo de controle territorial
- Juracy Alves Prudêncio (“Jura”): chefe da milícia “Somos Comunidade”, responsável por garantir o controle territorial armado e o suporte político nas áreas sob seu domínio.
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