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CPMI do 8/1 vai votar novas convocações; entorno de Bolsonaro e Força Nacional estão na mira

Pedidos serão votados em bloco; governo indica acordo apenas com inclusão de quebras de sigilo de Bolsonaro e ex-primeira-dama

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

CPMI vai votar convocações na próxima terça
CPMI vai votar convocações na próxima terça CPMI vai votar convocações na próxima terça

A CPMI do 8 de Janeiro acertou a votação de mais seis pedidos de convocação para a próxima terça-feira (26). Serão quatro depoimentos sugeridos pela base do governo e dois pela oposição. Porém, por determinação do presidente do colegiado, Arthur Maia (União-BA), os requerimentos serão votados em um único bloco para garantir a aprovação ou rejeição integral. Na mira, estão ex-assessor e empresários do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de um representante da Força Nacional. 

Apesar do anúncio da votação dos novos requerimentos, os governistas indicaram que só entrarão no acordo caso seja incluída na análise as quebras dos sigilos fiscais de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"Não é possível terminar essa CPMI sem os RIFs [Relatórios de Inteligência Financeira] de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Para fazermos qualquer tipo de acordo, isso é algo essencial para que a gente vote os requerimentos semana que vem", afirmou o deputado Rogério Correia (PT-MG). 

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A oposição definiu que vai pedir a convocação de um representante da Força Nacional. A ideia é chamar o coronel Sandro Augusto de Sales Queiroz, militar que chefiava o Batalhão de Pronto Emprego da Força Nacional no 8 de Janeiro. O outro nome ainda está sendo fechado, mas a expectativa é que seja alguma autoridade do Ministério da Justiça. O ministro Flávio Dino está entre as possibilidades. 

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No caso da base governista, já há definição. Estão na mira o coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP); o paraibano Tércio Arnaud Tomaz, apontado como integrante do chamado 'gabinete do ódio' do governo Bolsonaro; o empresário Meyer Nigri, investigado por tramar um golpe de Estado e disseminar fake news sobre o sistema eleitoral; e Enric Juvenal da Costa Lauriano, conhecido como apoiador de Bolsonaro e que teria participado ativamente dos atos antidemocráticos. 

Apesar do acordo para garantir a aprovação ainda estar sendo construído, o presidente da CPMI garantiu que não admitirá destaques. Isso quer dizer que os requerimentos serão votados juntos, sem exceção. "Ou serão aprovados todos ou serão rejeitados todos. Não há possibilidade de aprovar do governo e rejeitar da oposição. É tudo ou nada e não vou admitir destaque", afirmou Maia. 

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