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CPMI mira Master e vai ouvir Vorcaro e presidente do INSS na volta do recesso

Cúpula da Comissão aposta em depoimento de dono do banco e pretende ampliar prazo para concluir oitivas

Brasília|Lis Cappi e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CPMI do INSS deseja ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro sobre fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
  • Vorcaro, que foi preso e agora está sob medidas restritivas, precisa de autorização do STF para comparecer.
  • Se Vorcaro não comparecer, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, será ouvido na primeira reunião de 2026.
  • A comissão pretende ampliar o prazo das investigações e realizar mais reuniões até o final de março.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, direciona uma sessão do colegiado de investigação em dezembro de 2025
Senador Carlos Viana quer estender CPMI por 60 dias: até março estão previstas 13 reuniões Carlos Moura/Agência Senado - 04.12.2025

Na retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, a CPMI do INSS, que apura o esquema de desvios de aposentados e pensionistas, quer ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e centro das investigações da Polícia Federal no inquérito que apura a fraude financeira da instituição.

O banco ganhou destaque ao oferecer investimentos com uma taxa de retorno maior do que as aplicadas por outras instituições financeiras. Vorcaro foi preso em 17 de novembro do ano passado. No dia 29 do mesmo mês, o banqueiro foi solto, mas obrigado a usar tornozeleira eletrônica.


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O requerimento para a convocação foi aprovado em dezembro, mas a presença de Vorcaro depende do aval do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, visto que o empresário cumpre medidas restritivas.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), caso Vorcaro não compareça, o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, será ouvido na primeira reunião de 2026, marcada para o próximo dia 5 de fevereiro.


“Ele tem suspendido vários contratos, tem feito a suspensão de repasses para os bancos e nós queremos ouvir dele com base em quais documentos e investigações ele tomou essas decisões, inclusive o afastamento de servidores do INSS. O presidente do INSS tem explicações muito importantes para nos dar”, afirmou Carlos Viana, em entrevista coletiva nessa quinta-feira (29).

O segundo convocado confirmado é o ex-presidente do BMG Luiz Félix Cardamone Neto.


Estão previstas mais 13 reuniões até o fim de março — quando termina o prazo de 120 dias da comissão —, mas a cúpula da CPMI também aposta em prorrogar o tempo das investigações.

Segundo Viana, a ideia é que os trabalhos sejam estendidos por mais 60 dias, o que seria um tempo razoável em ano de eleições.


No início da próxima semana, o senador vai conversar sobre o assunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e se diz confiante.

“Vou levar ao presidente a necessidade que nos temos de, pelo menos, 60 dias a mais para que a CPMI possa de fato complementar a totalidade dos documentos que nós temos em mãos, as análises todas, e também os principais atores que estão sendo convocados”, afirmou.

Seleção de depoimentos

A comissão também entrará com recurso no Supremo para convocar novamente quem não compareceu às oitivas no ano passado. O empresário Maurício Camisotti será o primeiro.

De acordo com o presidente da CPMI, há mais de 200 nomes aprovados e o trabalho agora é de seleção dos mais importantes para concluir a apuração. A comissão não descarta a possibilidade de fazer mais de duas reuniões por semana, caso a prorrogação não seja atendida.

O cronograma atual prevê o fim dos trabalhos, com apresentação de relatório final no dia 23 de março e votação na mesma semana, no dia 26.

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