Crime organizado: pesquisa aponta falha em políticas de segurança pública no país
Entre principais problemas revelados pelo estudo estão violência promovida pela polícia e desconfiança social nessa instituição
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (4) pela ONG (Organização Não Governamental) internacional Human Rights Watch analisou critérios de direitos humanos em 100 países e concluiu que, no Brasil, é urgente a adoção de políticas de segurança pública contra o crime organizado.
A ONG defendeu a urgência da definição de medidas de combate a facções criminosas, especialmente para evitar a infiltração delas em instituições do Estado e apontou falhas em estratégias baseadas apenas em violência.
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A pesquisa destaca que a perpetuação desse ciclo de violência vitima desproporcionalmente a população negra e coloca os próprios policiais em risco.
“As estratégias de segurança pública baseadas no uso irrestrito da força letal pela polícia têm falhado repetidamente em tornar as cidades do Brasil mais seguras e, em vez disso, têm resultado em mais violência e insegurança”, destacou César Muñoz, diretor da Human Rights Watch no Brasil.
Pontos críticos
- Violência policial: entre janeiro e novembro de 2025, a polícia matou quase 6 mil pessoas, e muitas dessas mortes ocorreram como execuções extrajudiciais, segundo o relatório.
- Incapacidade investigativa: falhas graves em investigações de operações letais e a falta de independência da perícia oficial impedem a responsabilização por abusos.
- Desconfiança social: a corrupção e os abusos policiais afastam as comunidades das autoridades, o que dificulta o combate ao crime.
Recomendações para eleições
A Human Rights Watch elencou, ainda, recomendações para as Eleições de 2026, evento que vai exigir reforços na segurança pública das cidades. As sugestões podem, inclusive, entrar na agenda de propostas dos candidatos.
- Combate estrutural: focar no enfrentamento ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e à desarticulação das fontes de renda do crime organizado.
- Independência: fortalecer o papel do Ministério Público na investigação de crimes policiais.
- Reforma policial: promover uma polícia mais eficaz, capacitada e com apoio adequado em saúde mental.
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