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Maiores recursos financeiros e alianças estimulam mudanças de partido político, diz pesquisador

‘Janela partidária’, iniciada na quinta (5), permite que deputados troquem de partido para concorrer nas eleições de 2026

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A "janela partidária" começou dia 5 e permite a troca de partido por deputados até 3 de abril.
  • Deputados podem mudar de partido sem perder o mandato, desde que afiliados por pelo menos seis meses.
  • Fatores que motivam a migração incluem acesso a recursos, alianças políticas e incentivos partidários.
  • Deputados estaduais, federais e distritais são elegíveis para migração, mas senadores têm maior liberdade durante a legislatura.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Começou na quinta-feira (5) a “janela partidária”, período de um mês em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido para concorrer a cargos nas eleições de outubro. Até 3 de abril, o parlamentar que deixar a sigla em que está para seguir para outra legenda não vai perder o mandato.

Em entrevista ao Conexão Record News, Bruno Silva, pesquisador do laboratório de política e governo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que a cadeira dos deputados não pertence ao candidato, mas ao partido político. Por isso, qualquer candidato tem que estar afiliado pelo menos seis meses antes das eleições.

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Close de uma urna eletrônica brasileira. Um dedo está prestes a pressionar a tecla verde ‘confirma’
Cadeiras de deputados pertencem ao partido político, diz pesquisador Reprodução/Record News

“Toda a regra eleitoral é centrada nos partidos políticos, então a compreensão que se teve é: se o candidato foi eleito por um partido, não pode migrar para outro partido, porque isso inclusive pode desvirtuar o princípio da representação e da confiança do eleitor que, de algum modo, direcionou aquele voto para o candidato e, respectivamente, para o seu partido político”, aponta.

Silva pontua que um dos fatores que geralmente justifica a migração de legenda é o acesso a maiores recursos do ponto de vista de financiamento de campanha. As alianças políticas individuais e os estímulos dados pelos próprios partidos a essas lideranças também contribuem para o desejo de mudança entre parlamentares.

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“Outras hipóteses que permitem a migração partidária durante o exercício da legislatura é, principalmente, quando você tem algum tipo de perseguição interna dentro do partido e aí você tem que comprovar esse projeto eleitoral, ou quando você comprova que o partido desviou de forma muito veemente do seu programa partidário”, frisa o pesquisador.

No caso de senadores, o político pode migrar de partido ao longo da legislatura, uma vez que a lógica de eleição é de um cargo majoritário, portanto, “é uma preferência acima de tudo pelo candidato”.

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