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Criminalização da misoginia: ‘Discussão vai ser muito mais difícil na Câmara’, diz Soraya Thronicke

Senadora fala com a RECORD NEWS após aprovação do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senado aprova projeto que equipara misoginia a crime de racismo.
  • Pena para crimes contra mulheres varia de um a cinco anos de prisão.
  • Crimes de ódio se tornam inafiançáveis e imprescritíveis.
  • Soraya Thronicke alerta que discussão na Câmara dos Deputados será mais difícil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Senado aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que equipara o ódio contra mulheres — também conhecido como misoginia — ao crime de racismo. A pena é de um a três anos de prisão e multa. No caso de injúria, a punição vai de dois a cinco anos de reclusão. Os crimes são inafiançáveis.

Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao News das 19h, a relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, explica que, além de inafiançáveis, os crimes de ódio contra as mulheres também se tornam imprescritíveis com a nova legislação.


“É rígido? É. Mas nós temos esperança de que isso vai resolver? Nem tanto. Nós precisamos ter certeza de que todos nós, todos os Poderes estarão realmente unidos e também a sociedade civil engajada, como se engajou agora neste tema e que precisa nos ajudar a fazer com que avance também na Câmara dos Deputados, porque eu acredito que a discussão vai ser muito mais difícil por lá”, diz Soraya.

Ela também destaca a previsão de aumento de pena no caso de o delito ser cometido em concurso, quando duas ou mais pessoas se engajam na prática. Esse é o caso dos grupos de Red Pills, ela diz, “que incitam homens e que incentivam eles e que tratam disso diariamente, incutindo na cabeça dos jovens e das crianças, inclusive, esse tipo de sentimento, de aversão às mulheres”.

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