Crivella critica denúncia do MPRJ em ano eleitoral e nega irregularidades em contratos
Deputado atribuiu avanço de processo a bom desempenho em pré-candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro, segundo pesquisas
Brasília|Do R7, em Brasília
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O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) negou as acusações contra ele por suposto crime de corrupção e improbidade administrativa enquanto esteve no comando da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Nesta quinta-feira (22), o parlamentar rebateu a denúncia apresentada pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que o acusa de integrar um esquema durante o período em que esteve à frente da prefeitura.
A peça enviada à Justiça menciona a movimentação de R$ 32 milhões em propina e pede o ressarcimento total do valor aos cofres da prefeitura carioca. O caso é relacionado a uma suposta fraude na licitação de contratos do Previ-Rio (Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro).
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A apresentação da denúncia foi questionada por Crivella, pelo fato de ter ocorrido em ano eleitoral. Ao R7, o parlamentar negou ter relação com eventuais irregularidades nos contratos investigados e considerou que o avanço de uma apuração referente a 2019 tem relação com o pleito de outubro.
“Deixaram para apresentar essa denúncia no ano eleitoral de 2026. Hoje, na pesquisa para o Senado, apareço na liderança pelo Rio de Janeiro”, afirmou o deputado federal. Crivella afirmou, ainda, que conta com a rejeição da denúncia pela Justiça.
Na ação, o MPRJ apontou supostos desvios a partir dos contratos de um plano de saúde com o Previ-Rio, quando a prefeitura estava sob comando de Crivella.
O deputado federal disse que não teve ao inquérito, pelo fato de as apurações correrem sob segredo de Justiça. “No caso de uma investigação sete anos atrás, se acham que teve fraude, por que não me chamaram, não me ouviram? Por que não me notificaram para que eu pudesse prestar esclarecimentos?”, questionou.
Crivella também argumentou que o processo de credenciamento da empresa alvo do MPRJ correu dentro dos trâmites previstos pelo governo.
“Não é possível ter fraude. Quem faz um processo de licitação ou de credenciamento é a Previ-Rio, que cuida da previdência. Eles têm um conselho com sete funcionários de carreira que administram o processo, com assessores técnicos e jurídicos. Depois, isso passa pela controladoria, que tem auditores. E, por fim, segue para a procuradoria do município”, detalhou.
O deputado federal destacou que o processo de contratação da empresa investigada foi validado pelo TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro). “Todo esse sistema, todas essas pessoas que trabalharam nisso não podem, de maneira alguma, ter participado de uma fraude”, completou Crivella.
O R7 questionou o MPRJ acerca da alegada falta de acesso ao processo por investigados, mas não havia recebido resposta até a mais recente atualização desta reportagem.
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