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Damares Alves recebe alta após internação por paralisia facial causada por herpes-zóster

Senadora vai continuar com o tratamento medicamentoso em casa e foi liberada para retomar atividades normalmente

Brasília|Do R7

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Damares Alves recebeu alta médica
Damares Alves recebeu alta médica

A senadora Damares Alves (Republicanos) recebeu alta neste sábado (9), do Hospital DF Star, em Brasília, após ser internada devido a uma paralisia facial causada por herpes-zóster. A assessoria da congressista informou que os médicos a liberaram para retomar suas atividades normalmente. Damares vai seguir com o tratamento medicamentoso em casa.

Na quinta-feira (7), o hospital divulgou boletim médico em que informa que a senadora foi admitida com dor neuropática aguda causada por herpes-zóster. Em março, ela já havia mencionado o tratamento para paralisia facial decorrente do vírus.


À época, no X (antigo Twitter), Damares relatou ter ficado internada por alguns dias. "Há cerca de três semanas, fui acometida pelo herpes-zóster, doença causada pela reativação da catapora. Minha infecção ocorreu no ouvido, caso raro, e causou uma paralisia facial. Fiquei internada alguns dias. Faço tratamento para amenizar a situação", disse.

Entenda o que é herpes-zóster

Causada pelo vírus varicela-zóster (VVZ), o mesmo da catapora, o herpes-zóster se manifesta no corpo por pequenas bolhas, que coçam e ardem. O local mais comum para o aparecimento das lesões é o tronco, mas elas também podem surgir nos braços e nas pernas ou, mais raramente, nos ouvidos. As dores costumam ser locais, porém muito intensas.


O otorrinolaringologista Paulo Dorea disse que algumas pessoas afetadas pela doença podem ter sequelas no rosto para sempre. "A gente tem que ficar preocupado com o restabelecimento dessa função motora, porque, em alguns poucos casos, pode ser que a face não volte ao normal, sendo necessária a cirurgia", afirmou o médico.

A paralisia é medida em números de um a seis — quanto mais próximo de seis, maior o risco de a sequela não desaparecer. O olho é um ponto sensível. Paralisias muito agudas podem travar a pálpebra, fazendo com que o olho não feche. Nesses casos, nos quais o paciente precisa aprender a dormir de olho aberto, é necessário acompanhamento contínuo para garantir que a retina não fique seca nem lesionada.


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Como se proteger do herpes-zóster

Já existem no Brasil duas vacinas contra o herpes-zóster: a Shingrix (recombinante) e a Zostavax. "Essa vacina é altamente eficaz, absolutamente indicada para qualquer pessoa acima de 60 anos de idade e relativamente indicada para pessoas de outras idades", diz o infectologista Adriano Silva.

A imunização, entretanto, não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A depender da marca e do laboratório escolhido para a compra, cada dose da vacina (recomendam-se duas) pode custar R$ 800.

Desde setembro do ano passado, um projeto que inclui a vacina contra a doença herpes-zóster no calendário nacional de imunização do SUS tramita na Câmara.

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