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Defesa de condenada por assassinato dos pais pede anulação de júri

Adriana Villela foi considerada culpada no caso conhecido no DF como 'Crime da 113 Sul'; ela foi sentenciada a 67 anos de prisão

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

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José Guilherme Villela e a mulher, Maria Villela, assinados pela filha
José Guilherme Villela e a mulher, Maria Villela, assinados pela filha

A defesa da arquiteta Adriana Villela, condenada a 67 anos de prisão por mandar matar os pais, caso que ficou conhecido como "Crime da 113 Sul", entrou com um recurso pedindo o cancelamento da sessão do tribunal do júri que a condenou. A Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deverá julgar o pedido em 23 de junho.

Adriana Villela foi considerada culpada do assassinato dos pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da mulher dele e mãe de Adriana, Maria Vilella, e da empregada do casal, Francisca Nascimento, no apartamento onde moravam, na Superquadra 113 Sul, em Brasília, em 31 de agosto de 2009.

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Além da arquiteta, a Justiça também condenou, por participação no crime, Francisco Mairlon Barros Aguiar, o ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul, onde o casal morava, a 55 anos de prisão, e os executores do crime, Leonardo Campos Alves, a 60 anos de prisão, e o sobrinho de Leonardo, Paulo Cardoso Santana, a 62 anos de prisão.

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A filha de Adriana encontrou os corpos dos avós e da empregada, já em estado de decomposição. A arquiteta foi condenada por triplo homicídio qualificado por motivo torpe, por uso de meio que impediu a defesa das vítimas e por crueldade.

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A primeira etapa das investigações, a cargo da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), foi anulada por irregularidades. A delegada responsável pelo caso à época, Martha Vargas, acabou presa, dentre outras coisas, por crime de tortura. Tanto que o julgamento de Adriana Villela só ocorreu em 2 de outubro de 2019, dez anos depois do crime.

Pedido de cancelamento

A petição da defesa de Adriana tem mais de 200 páginas. Os advogados da arquiteta argumentam que teriam sido impedidos de acessar mídias com depoimentos dos réus confessos do crime. A suspeita dos advogados é que eles inocentariam a filha do casal Villela do triplo homicídio.

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Outro argumento é que uma das juradas teria se manifestado nas redes sociais, dias antes do julgamento, com críticas ao advogado de Adriana, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. A defesa acusa a jurada de ter mentido sobre o fato durante a seleção do júri que condenou a arquitera.

Por último, a defesa repete, como afirmou à época do julgamento, que não haveria evidências da participação de Adriana no crime. "Pelo contrário, há mostras de conchavos entre a Polícia Civil do DF e Ministério Público, relatos de torturas dos réus e outras irregularidades que levaram 11 policiais à Justiça, dentre eles, a ex-delegada Martha Vargas, que foi condenada à prisão e expulsa da Polícia Civil do DF", afirmou a defesa, em nota.

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