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Defesa diz que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro afirma que ele não tinha conhecimento prévio de um vídeo gravado por seu filho, Eduardo Bolsonaro.
  • O STF solicitou explicações de Bolsonaro após afirmações de Eduardo sobre o envio de um vídeo durante a prisão domiciliar.
  • Os advogados ressaltam que Bolsonaro cumpre rigorosamente as regras da prisão domiciliar, sem contato externo ou uso de comunicação.
  • O ex-presidente está em prisão domiciliar por 90 dias para se recuperar de uma broncopneumonia e foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares Tânia Rêgo/Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro informou nesta segunda-feira (30) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A manifestação foi enviada ao STF após o ministro Alexandre de Moraes dar prazo de 24 horas para Bolsonaro explicar o suposto acesso a um vídeo durante o cumprimento da prisão domiciliar.


O pedido de explicações ocorreu após Eduardo Bolsonaro afirmar, em publicação nas redes socais, que enviaria ao seu pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai”, disse o ex-parlamentar.


Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa direta ou por meio de terceiros.

Os advogados do ex-presidente afirmaram ao STF que Bolsonaro não teve participação no episódio, que foi feito por um “terceiro”. A defesa também reafirmou que Bolsonaro cumpre integralmente as regras da prisão domiciliar.


“O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas”, disse a defesa.

Por fim, a defesa negou que Bolsonaro teve contato com terceiros durante período em que passou a cumprir domiciliar.


“Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, completou a defesa.

Na semana passada, Moraes concedeu prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente, período no qual Bolsonaro deverá se recuperar de uma broncopneumonia.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

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