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Deputados do PT pedem investigação da PGR sobre marcha de Nikolas Ferreira

Parlamentares apontam risco à vida e pedem apuração criminal

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputados Lindbergh Farias e Rogério Correia solicitaram investigação da PGR sobre ato de Nikolas Ferreira que feriu dezenas de pessoas.
  • A manifestação ocorreu na BR-040 sem a devida autorização e alerta de segurança, colocando participantes em risco.
  • Uma descarga elétrica durante o evento resultou em cerca de 80 feridos, com algumas vítimas em estado grave.
  • Os parlamentares pedem investigação tanto na esfera criminal quanto a responsabilização pelos danos causados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputados dizem que marcha de Nikolas teve feridos, omissão e exposição ao perigo Eduardo F. S. Lima/Ato Press/Estadão Conteúdo – 23.01.2026

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a PGR (Procuradoria-Geral da República) para pedir uma apuração da conduta do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na organização da caminhada feita ao longo da última semana, que terminou com dezenas de feridos, em Brasília, no último domingo (25). Alguns manifestantes precisaram de atendimento médico após serem atingidos por um raio.

A representação aponta que o ato foi realizado sem autorização em rodovia federal e mantido mesmo sob alerta oficial de risco elevado.


No documento encaminhado à PGR, os parlamentares afirmam que a chamada “marcha” ocorreu ao longo da BR-040, com ocupação irregular da pista e ausência de comunicação prévia a órgãos responsáveis pela segurança viária, como a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

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Segundo o texto, as condições do evento teriam colocado manifestantes e terceiros em situação de “perigo concreto e previsível”.


A situação, de acordo com a representação, se agravou no encerramento do ato, em Brasília. Mesmo diante de alerta laranja do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que previa chuvas intensas, ventos fortes e risco de descargas elétricas, os organizadores teriam mantido a concentração de pessoas em área aberta, sem orientar a dispersão do público nem retirar estruturas metálicas instaladas no local.

Os deputados lembram que uma descarga elétrica atingiu a área do evento, deixando cerca de 80 pessoas feridas. Parte das vítimas precisou de atendimento hospitalar, incluindo casos graves e internações em unidade de terapia intensiva. Para os autores da representação, o episódio evidencia que o risco era conhecido, amplamente divulgado e ignorado.


Os parlamentares sustentam que, ao liderar e dirigir a mobilização, Nikolas Ferreira deveria ter agido para evitar o que aconteceu. Eles também afirmam que, após o incidente, o deputado não adotou medidas para conter os danos nem se manifestou publicamente em solidariedade às vítimas.

Crimes

Na avaliação dos deputados do PT, os fatos podem, em tese, configurar crimes como exposição da vida ou da saúde a perigo direto e iminente, lesão corporal dolosa na modalidade de dolo eventual e omissão penalmente relevante, previstos no Código Penal.


Segundo eles, a iniciativa não busca criminalizar manifestações políticas, mas apurar eventual responsabilidade quando há violação do dever de cuidado.

Ao final, Lindbergh Farias e Rogério Correia pedem a abertura de procedimento investigatório no âmbito do Ministério Público Federal, o envio do caso à Polícia Federal, a tomada de depoimento dos organizadores do ato, a solicitação de informações à PRF, ao Dnit e ao Inmet, além da coleta de registros audiovisuais e publicações em redes sociais para apuração do nexo entre a organização do evento e os ferimentos registrados.

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