Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Professora de 50 anos morre após tomar aplicação injetável para cabelo em salão de beleza do DF

Lidiane Gomes passou mal logo após receber o produto, vendido como um suposto complexo vitamínico

DF no Ar|Do R7

  • Google News

A professora de matemática Lidiane Gomes, de 50 anos, morreu no dia 5 de setembro após receber uma aplicação injetável no glúteo em um salão de beleza em Ceilândia, no Distrito Federal. O procedimento prometia fortalecer os fios e reduzir a queda capilar por meio de um suposto complexo vitamínico.

Segundo a família, a vítima começou a tossir e a sentir falta de ar imediatamente após a aplicação. O marido de Lidiane, Valdeci Alves, relatou que a socorreu e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.

“A pessoa que fez a aplicação nela foi comigo à UPA e disse que era apenas uma queda de pressão que eu poderia ficar tranquilo. E eu havia falado pra ela que não era só uma queda de pressão que ela tava muito ruim”, relata o marido.

De acordo com Valdeci, a suspeita fugiu da unidade de saúde assim que o óbito de Lidiane foi confirmado. Dias depois, ela se apresentou na delegacia acompanhada por um advogado, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Investigação policial

O caso está sob responsabilidade da 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). Agentes apreenderam seringas, frascos e substâncias no salão de beleza — estabelecimento aberto há pouco mais de um mês.

A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para identificar o composto exato que causou a reação fatal e apura a procedência da medicação, além de verificar se a responsável possui habilitação profissional e se o comércio tinha autorização para funcionar.

Até o momento, nenhuma documentação comprobatória foi apresentada.

Luto em momento de celebração

A morte de Lidiane ocorreu um dia após a filha do casal, Ayla Camila, receber a aprovação no exame de revalidação de diploma para atuar como médica no Brasil, após anos estudando no exterior.

“Minha mãe me deixou logo um dia após esse meu resultado de aprovada a minha mãe foi embora. Então ela não vai poder viver isso comigo. Ela sempre falava que eu voltaria ao país para salvar vidas eu não vou poder salvar a vida da pessoa mais importante da minha vida, que é a minha mãe”, lamenta a filha.

Inconsolável, a família pede justiça e alerta a população sobre os riscos de procedimentos invasivos realizados por pessoas sem qualificação comprovada ou fora do ambiente médico adequado: “Que alerta pra toda a sociedade que medicamento é algo muito sério, seja ele de forma simples via oral ou injetável a automedicação não faz bem. A tragédia não escolhe que CPF, ela não escolhe endereço ela tá em todos os locais”, alerta Valdeci.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.