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Afinidade política com parlamentares pode facilitar governo de Celina Leão, avalia especialista

Nova composição da CLDF, da Câmara dos Deputados e do Senado reúne diferentes forças políticas

DF Record|Do R7

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A governadora reeleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), terá pela frente o desafio de articular apoio político para aprovar projetos e viabilizar investimentos nos próximos quatro anos. A nova composição da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), da Câmara dos Deputados e do Senado reúne diferentes forças políticas, e a relação com os parlamentares será decisiva para transformar propostas em ações concretas.

Na CLDF, os 24 deputados eleitos estão distribuídos em dez partidos. O PL terá a maior bancada, com cinco parlamentares, enquanto MDB, PP, PT e Republicanos terão três cadeiras cada. PSOL e PSB conquistaram duas vagas por partido, e União Brasil, Podemos e PSD terão um representante cada.

Apesar de parte dessas legendas ter apoiado Celina durante a campanha, a aliança não garante votos automáticos para os projetos do Executivo. Segundo o cientista político Ricardo Caldas, a governadora pode contar inicialmente com o apoio de 60% a 70% dos deputados distritais, mas cada proposta deverá passar por negociações e disputas durante a tramitação.

Na Câmara dos Deputados, o PL ocupará três das oito vagas do DF. MDB, Republicanos, PSOL, PT e PV terão um representante cada. Já no Senado, o Distrito Federal será representado por três mulheres: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, além de Damares Alves (Republicanos), que tem mandato até 2031.

A composição também pode influenciar a articulação por recursos federais e emendas parlamentares para a capital. Na avaliação do cientista político, a afinidade ideológica de parte dos deputados federais eleitos com a governadora pode facilitar essas negociações. “A grande maioria é de linha mais centro e centro-direita, que tem uma afinidade ideológica muito grande com a governadora”, destacou.

O desempenho do novo governo dependerá da capacidade de conciliar os interesses dos parlamentares com as demandas da população. A negociação por investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura deve fazer parte da relação com a base aliada. Para o cientista político, Celina terá melhores condições de conduzir a gestão se conseguir atender às expectativas dos eleitores e, ao mesmo tempo, negociar com os deputados que sustentam o governo na Câmara Legislativa.

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