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Dia Nacional de Combate ao Câncer: curva de diagnósticos no Brasil pode avançar até 2040

Segundo especialistas, exames frequentes, alimentação balanceada e atividades físicas regulares são a chave para prevenir a doença

Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília* e Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2040, Brasil pode alcançar até 1 milhão de diagnósticos de câncer por ano.
  • O INCA projeta 704 mil novos casos de câncer até o final de 2025.
  • Fatores como envelhecimento da população e alimentação ultraprocessada contribuem para o aumento nos diagnósticos.
  • A prevenção, com alimentação saudável e exames regulares, é essencial para reduzir o risco de câncer.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aumento dos casos de câncer é impulsionado por mudanças nos hábitos sociais e no meio ambiente Paulo Pinto/Agência Brasil - 27.06.2025

Celebrado em 27 de novembro, o Dia Nacional do Combate ao Câncer evidencia dados que merecem atenção: especialistas na área da oncologia projetam um aumento acelerado de diagnósticos da doença no país, podendo chegar a 1 milhão de casos por ano até 2040.

Centros de pesquisa, como a Harvard T. H. Chan School of Public Health, afirmam que a incidência de câncer no Brasil pode crescer em torno de 68% nesse mesmo período. Com o ritmo atual, o país pode alcançar cerca de 1 milhão de novos diagnósticos por ano nas próximas décadas.


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No Brasil, o INCA (Instituto Nacional do Câncer), órgão responsável por pesquisa e formulação de políticas públicas ligadas à doença, estima que o país registre algo em torno de 704 mil novos casos de câncer até o final de 2025.

Transformações sociais

A curva de aumento nos diagnósticos de câncer é um padrão das últimas décadas. Transformações sociais, como o surgimento de alimentos ultraprocessados, o aumento no consumo de álcool e fatores como mudanças ambientais são grande parte da explicação para esse fenômeno. Contudo, especialistas incluem outras causas para este cenário.


“Esse crescimento ocorreu devido a múltiplos fatores, sendo o principal deles o envelhecimento da população: quanto mais idade, maior o risco de câncer. Tivemos também melhorias no diagnóstico, com exames mais acessíveis e maior detecção, inclusive de tumores pequenos”, explica o médico oncologista do hospital Moriah, Dácio Quadros Netto.

Dados do INCA mostram que o câncer de pele não melanoma é o mais frequente na população como um todo. Entre as mulheres, o tipo mais comum é o de mama. No caso dos homens, a maior incidência é o câncer de próstata. Câncer colorretal, de pulmão e de colo do útero completam a lista dos mais observados.


Informação e prevenção

Para especialistas, esses indicadores são úteis para informar e não devem aumentar a insegurança das pessoas. “Quando a população tem acesso a dados confiáveis, fica mais preparada para prevenir a doença e buscar ajuda no momento certo”, ressalta a médica oncologista Gabrielle Scattolin.

Alimentação balanceada, prática regular de atividade física, redução no consumo de álcool e de tabagismo se mantêm como as principais alternativas para reduzir o risco da doença. Caso o diagnóstico se confirme, principalmente se ocorrer de forma precoce, pode ser revertido.


“Hoje contamos com tecnologias muito mais sensíveis, que conseguem identificar alterações mínimas e acelerar o início do tratamento. A combinação entre diagnóstico precoce e avanços tecnológicos é decisiva para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade”, salienta a médica.

Exames frequentes

A dona de casa Divina Soares, de 51 anos, realiza anualmente mamografia e ecografia. Foi devido ao acompanhamento frequente que um pequeno cisto em sua mama esquerda pôde ser identificado em 2014.

À época, o médico disse que não havia “nada significativo”. Divina fez vários acompanhamentos e, mesmo com o aumento do cisto para um nódulo, ela recebia a mesma resposta. Foi somente em 2017, ao realizar o autoexame durante o banho, que ela resolveu buscar outro profissional. No mesmo mês, veio o diagnóstico: câncer de mama, já em estágio avançado e em metástase.

“Assim que ouvi o resultado, parecia que um buraco tinha se aberto sob os meus pés. Na minha cabeça, só vinha a morte, eu não conseguia pensar em outra coisa. Meu marido estava comigo, e era véspera do aniversário dele”, lembra Divina.

Foram dois longos anos passando por quimioterapia, uma cirurgia e radioterapia, mas o cuidado com a saúde mental e o apoio dos entes queridos foi essencial para que Divina se curasse do câncer. “Sempre fui positiva e não aceitava que alguém dissesse que eu estava doente. Quando alguém falava isso, eu respondia: “Não estou doente, estou em tratamento”. Quando você tem apoio das pessoas que ama, tudo fica mais fácil”, afirma.

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