Dia Nacional do Livro: internet facilita compras, mas leitores ainda valorizam livrarias
Leitores priorizam a compra online de livros pelo preço, mas dizem sentir falta da experiência das livrarias
Brasília|Isadora Carmona*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No Dia Nacional do Livro, celebrado nesta quinta-feira (29), o comércio eletrônico aparece como parte importante dos hábitos de compra dos leitores brasileiros: 49% deles priorizam a internet na hora de comprar livros, embora a experiência de percorrer estantes e folhear exemplares nas livrarias físicas continue despertando o interesse de leitores.
O dado é do Panorama do Consumo de Livros, pesquisa publicada pela empresa NielsenIQ BookData em parceria com a Câmara Brasileira do Livro. A mudança é explicada tanto pelo preço mais competitivo quanto pela praticidade de poder realizar a compra de casa.
Na prática, a diferença de valor no carrinho de compras define a própria frequência de leitura. Para a estudante Maria Fernanda Carvalho, o ecommerce tornou-se o viabilizador do seu hábito de ler em papel.
“Eu compro livros online porque é mais barato que em livrarias físicas. Em geral, eu consigo economizar de R$ 20 a R$ 30 por livro. Eu gosto de ler no papel e, se eu comprasse em livraria, sairia bem mais caro”, relata.
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Se no passado a ida à livraria física estimulava a navegação descompromissada pelas estantes, o consumo virtual consolidou um leitor muito mais focado. De acordo com a pesquisa, 47% dos compradores digitais já entram no site sabendo exatamente qual livro adquirir.
Esse comportamento utilitário reduz o espaço para descobrir um novo autor ou livro por acaso. Luiza Freitas, também estudante, confirma essa dinâmica ao explicar sua rotina de navegação. “Eu não procuro por filtros de recomendação e já vou no que eu quero comprar”, conta.
Apesar dos investimentos das grandes plataformas nos sistemas de recomendação personalizada, o impacto direto dessas ferramentas no direcionamento do leitor ainda é tímido. Pouco mais de 3% dos leitores afirmam ter comprado um livro por recomendação do próprio site de ecommerce.
Experiência física
A preferência pelo comércio eletrônico não significa que o leitor rejeite o formato presencial.
Segundo o Panorama do Consumo de Livros, 53% dos consumidores consideram a livraria um espaço para relaxar e explorar sem pressa, 46% a utilizam para se conectar com cultura e conhecimento, e 39% para passear e descobrir novidades.
Além disso, 52,3% dos compradores presenciais afirmam que gostam de ver e abrir o livro na loja antes de efetuar a compra.
Ambas as leitoras relatam saudosismo em relação à experiência sensorial de frequentar livrarias e feiras literárias, evidenciando a importância da interatividade com os livros e a possibilidade de descobrir livros novos.
Maria Fernanda relembra que, quando era pequena, eram mais comuns as livrarias físicas perto de sua casa, o que influenciava a compra dos livros.
“Eu prefiro a compra presencial porque gosto de observar as capas e folhear as páginas. Se não fosse o preço, eu compraria mais em livrarias”, complementa.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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