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Durante inauguração em hospital de SP, Lula diz que não vai deixar que ‘fascistas’ voltem a governar o Brasil

Presidente faz discurso com forte tom político, defende prioridade em saúde e educação e critica avanço da desinformação

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula fez um discurso político durante a inauguração de novas áreas do HU-UFSCar, em São Paulo.
  • O presidente enfatizou seu compromisso em impedir o retorno de "fascistas" ao poder.
  • A ampliação do hospital recebeu investimentos significativos para melhorar o atendimento em saúde.
  • Lula criticou a desinformação e a necessidade de mais investimento em educação e saúde como essenciais para o desenvolvimento social.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula também critica a perda de valores coletivos: 'deixando de reagir por solidariedade' Marcelo Camargo/Agência Brasil- 24.03.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso com forte tom político nesta quarta-feira (25), durante a inauguração de novas áreas do HU-UFSCar (Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos), no interior de São Paulo.

Em meio à aproximação do período eleitoral, Lula afirmou que seguirá atuando para impedir o retorno de adversários ao poder. “Mesmo se eu tiver um minuto de vida, vou dedicá-lo para não deixar que fascistas voltem a governar esse país”, declarou o presidente.


A ampliação do HU-UFSCar, que integra a rede federal de ensino e assistência do SUS, contou com investimentos de R$ 25,6 milhões do Novo PAC, além de R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh e R$ 2,5 milhões oriundos de emenda parlamentar.

Entre as estruturas inauguradas, está um novo setor de hemodiálise, com capacidade para 24 posições, sendo 12 nesta etapa inicial e outras 12 na fase seguinte. O espaço poderá atender até 144 pacientes em hemodiálise, além de 50 pessoas em diálise peritoneal, e realizar 1.040 consultas ambulatoriais.


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Durante o discurso, Lula também criticou o ambiente político e social atual, marcado, segundo ele, pela disseminação de desinformação e pela perda de valores coletivos.

“A sociedade mundial está virando algoritmo. A gente está deixando de reagir por sentimento, por amor, por solidariedade, e está se manifestando muito pelo ódio, que é transmitido por muita gente covarde que se esconde atrás de um celular. É a fake news”, afirmou.


O presidente ainda defendeu maior investimento público em áreas sociais e criticou modelos econômicos que tratam esses gastos como despesas. “Investir em educação e saúde não tem que estar nos gastos, mas nos investimentos. O papel do governo não é só olhar para aqueles que estão bem, mas para aqueles que é preciso fazê-los ficar bem”, enfatizou.

‘Consciência latino-americana’

Lula também fez referência ao cenário internacional e à necessidade de integração latino-americana. “A América Latina tem que ter personalidade, queremos ter estudantes latinos, professores latinos, funcionários latinos para criar uma consciência latino-americana e se libertar”, declarou.


O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a prioridade dada pelo governo às áreas de educação e saúde. “Governar é escolher, e o presidente Lula escolheu a educação e a saúde, ampliando creches, escolas, institutos federais, universidades e atendimento médico. Aqui temos um binômio: educação e saúde”, salientou.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância histórica do hospital universitário e criticou posturas adotadas durante a pandemia. “Hoje é um dia histórico, porque significa dizer que essa universidade agora tem um hospital completo para atender a região. No governo Lula, não existe ninguém que faça chacota de quem está passando mal na saúde”, disse.

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