‘É angustiante não saber quem mandou matar Marielle’, diz defesa de Chiquinho Brazão
Declaração foi dada durante julgamento dos cinco réus por planejar o crime; Chiquinho é acusado de ser o mandante
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A defesa do ex-deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, afirmou nesta terça-feira (24) que “é angustiante não saber quem mandou matar Marielle”.
A declaração foi dada durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) dos cinco réus por planejar o crime. “Não podemos, apesar disso, sacrificar a liberdade de pessoas ao arrepio da prova dos autos”, disse o advogado Cleber Lopes. Segundo ele, Chiquinho é inocente.
O julgamento acontece na Primeira Turma do STF. Os réus são:
- Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro);
- Chiquinho Brazão, ex-deputado federal;
- Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
- Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;
- Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos.
Os cinco estão presos preventivamente e negam as acusações. As investigações revelaram que o crime teve como motivação as ações de Marielle contra loteamentos ilegais no Rio de Janeiro.
O julgamento é acompanhado pelas defesas dos réus, por representantes do MPF (Ministério Público Federal), por assistentes da acusação, além de parentes das vítimas, políticos e ativistas que reivindicam a condenação.
Indenização
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, argumentou que os acusados constituíam uma organização criminosa ligada à milícia no Rio de Janeiro e que Marielle, por meio do trabalho político e de ativismo que exercia, representava uma ameaça para o andamento das atividades ilícitas dos réus.
O representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) concluiu a acusação com pedido de condenação dos cinco réus, por duplo homicídio qualificado — contra Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes — e por tentativa de homicídio — contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que estava no carro com as vítimas.
“Oito anos é tempo demais”
Viúva de Marielle, a vereadora pelo Rio de Janeiro Mônica Benício (PSOL) disse esperar que o tribunal dê uma “condenação exemplar”, que passe um “recado” para crimes como esse.
“Oito anos é tempo demais. Esse foi um caso emblemático, e este é um momento muito importante para a democracia. É preciso destruir a estrutura que matou Marielle.”
Filha da vereadora assassinada, Luyara Franco ressaltou que espera “sair com vitória” ao final do julgamento. “A justiça plena para a reparação é algo que sonhávamos ver acontecer nestes últimos oito anos”, ressaltou.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














