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‘É angustiante não saber quem mandou matar Marielle’, diz defesa de Chiquinho Brazão

Declaração foi dada durante julgamento dos cinco réus por planejar o crime; Chiquinho é acusado de ser o mandante

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Chiquinho Brazão afirmou ser angustiante não saber quem mandou matar Marielle Franco durante seu julgamento no STF.
  • Os cinco réus, acusados de planejar o crime, negam as acusações e estão presos preventivamente.
  • O vice-procurador-geral da República argumentou que os acusados formavam uma organização criminosa ligada à milícia no Rio de Janeiro.
  • Familiares de Marielle esperam uma condenação exemplar que represente um marco para a democracia e a justiça.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A vereadora Marielle Franco foi morta em 2018, no Rio de Janeiro Renan Olaz/ CMRJ - 16.02.2017

A defesa do ex-deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, afirmou nesta terça-feira (24) que “é angustiante não saber quem mandou matar Marielle”.

A declaração foi dada durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) dos cinco réus por planejar o crime. “Não podemos, apesar disso, sacrificar a liberdade de pessoas ao arrepio da prova dos autos”, disse o advogado Cleber Lopes. Segundo ele, Chiquinho é inocente.


O julgamento acontece na Primeira Turma do STF. Os réus são:

  • Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro);
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal;
  • Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
  • Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;
  • Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos.

Os cinco estão presos preventivamente e negam as acusações. As investigações revelaram que o crime teve como motivação as ações de Marielle contra loteamentos ilegais no Rio de Janeiro.


O julgamento é acompanhado pelas defesas dos réus, por representantes do MPF (Ministério Público Federal), por assistentes da acusação, além de parentes das vítimas, políticos e ativistas que reivindicam a condenação.

Indenização

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, argumentou que os acusados constituíam uma organização criminosa ligada à milícia no Rio de Janeiro e que Marielle, por meio do trabalho político e de ativismo que exercia, representava uma ameaça para o andamento das atividades ilícitas dos réus.


O representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) concluiu a acusação com pedido de condenação dos cinco réus, por duplo homicídio qualificado — contra Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes — e por tentativa de homicídio — contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que estava no carro com as vítimas.

“Oito anos é tempo demais”

Viúva de Marielle, a vereadora pelo Rio de Janeiro Mônica Benício (PSOL) disse esperar que o tribunal dê uma “condenação exemplar”, que passe um “recado” para crimes como esse.


“Oito anos é tempo demais. Esse foi um caso emblemático, e este é um momento muito importante para a democracia. É preciso destruir a estrutura que matou Marielle.”

Filha da vereadora assassinada, Luyara Franco ressaltou que espera “sair com vitória” ao final do julgamento. “A justiça plena para a reparação é algo que sonhávamos ver acontecer nestes últimos oito anos”, ressaltou.

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