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Brasília Em crítica ao PT, Bolsonaro defende reforma trabalhista de Temer

Em crítica ao PT, Bolsonaro defende reforma trabalhista de Temer

Presidente rebateu os adversários dizendo  que "mente" quem fala que a reforma retirou direitos; PT quer a revogação da medida

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília

Declaração do presidente foi dada durante entrevista transmitida pelas redes sociais

Declaração do presidente foi dada durante entrevista transmitida pelas redes sociais

Reprodução/Youtube

O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, nesta segunda-feira (17), a reforma trabalhista aprovada pelo governo de Michel Temer (MDB), e afirmou que "mente" quem diz que a medida retirou direitos dos trabalhadores. A declaração rebateu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do PT (Partido dos Trabalhadores) que saíram em defesa da revogação da reforma e do teto de gastos há duas semanas. 

"O governo Temer fez uma pequena reforma trabalhista. Não tirou direito de nenhum trabalhador. Mente quem fala que a reforma trabalhista do Temer retirou direito do trabalhador. Até porque os direitos estão lá no artigo sétimo da nossa Constituição, não podem ser alterados", disse Bolsonaro, em entrevista a uma rádio do Espírito Santo e transmitida pelas redes sociais. 

Para o presidente, a reforma foi uma "flexibilização" que impulsionou o governo Temer. O que pode ser comprovado, segundo ele, pelo saldo positivo na geração de empregos em 2019. Mas, "lamentavelmente", a pandemia prejudicou esse cenário, na opinião de Bolsonaro. 

No início do mês, o ex-presidente Lula e a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, chegaram a elogiar o governo da Espanha por ter revogado mudanças na legislação trabalhista do país. Aprovada em 2012, a lei serviu de modelo para a reforma instituída no Brasil em 2017.

No dia 7 de janeiro, Gleisei Hoffmann afirmou pelo Twitter que a medida proposta não gerou empregos e que é preciso deter a "privatização selvagem". 

A reforma trabalhista brasileira alterou cerca de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e estabeleceu novas regras sobre férias, banco de horas, jornada de trabalho e demissão.

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