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Em dia de votação da 6x1, líder do PL diz que tentará votar PEC por hora trabalhada em 2027

Protocolada por Rogério Marinho, proposta era defendida pela oposição como uma alternativa à PEC do fim do 6x1

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, planeja votar a PEC de pagamento por hora trabalhada em 2027.
  • A proposta foi protocolada por Rogério Marinho e é vista como alternativa à PEC do fim da escala 6x1.
  • A oposição, inicialmente crítica à escala 5x2 proposta pelo governo, decidiu apoiar o fim da 6x1 após movimento de Flávio Bolsonaro.
  • A PEC propõe reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de repouso remunerado e sem redução salarial.

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Texto era defendido pela oposição como uma alternativa à PEC do fim do 6x1 Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados - 13.10.2026

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) - dia em que o Senado deve votar o fim da escala 6x1 - que o partido tentará votar em 2027 a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece o pagamento por hora trabalhada.

Protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o texto era defendido pela oposição ao governo como uma alternativa à PEC do fim do 6x1. Também é o modelo defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sob o argumento de que o pagamento por hora daria flexibilidade a trabalhadores.

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Segundo integrantes da oposição, esse modelo poderia coexistir com o da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ficaria a cargo do trabalhador escolher a qual modelo seria submetido.

A oposição era crítica a estabelecer a escala 5x2, tal como defendido pelo governo Lula (PT), mas, com a proximidade da eleição, recuou e decidiu votar favoravelmente, após movimento de Flávio Bolsonaro nessa direção.

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O senador, que já classificou o fim da escala 6x1 de hipocrisia e medida oportunista, afirmou que tomou a decisão para atender “a maioria da população”.

“Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1. Então, vou votar a favor do fim da 6x1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho”, disse, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar.

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Segundo apurou a reportagem, ainda que tenha decidido votar favoravelmente à proposta, Flávio defenderá o “aperfeiçoamento” do texto após o segundo turno das eleições.

Com um Congresso mais à direita em 2027, a oposição considera haver ambiente para pautar a PEC de Marinho.

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PEC do fim da 6x1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que haveria votos suficientes para aprovar o texto no primeiro turno - a PEC exige o apoio de pelo menos 49 senadores, em cada um dos dois turnos de votação.

Governistas tentam aprovar um calendário especial para concluir a votação nesta quarta-feira, enquanto a oposição busca adiar o segundo turno da PEC para depois das eleições. Segundo Alcolumbre, já há os votos necessários para acelerar a votação nesta quarta.

A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos. A proposta também estabelece que a implementação da medida nos contratos ocorrerá sem redução salarial.

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