Meio Ambiente

Brasília Em evento sobre agronegócio, Bolsonaro exalta combate ao MST

Em evento sobre agronegócio, Bolsonaro exalta combate ao MST

Presidente diz que governo parou de dar dinheiro público para ONGs que financiavam o MST

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Alan Santos/PR - 12.01.2022

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (17), que o seu governo inviabilizou o funcionamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) desde que ele assumiu o Palácio do Planalto, em 2019.

"Todos devem se lembrar que tínhamos algumas dificuldades no passado. Por exemplo, a atuação do MST. Nós anulamos as ações do MST. Tiramos dinheiro público que iam para ONGs que financiavam o MST", salientou Bolsonaro, ao participar de um evento sobre agronegócio promovido pelo Banco do Brasil.

O presidente ainda ressaltou que entregou mais títulos de terra do que governos anteriores. Além disso, Bolsonaro comemorou a redução no número de multas aplicadas pela exploração indevida do meio ambiente pelo agronegócio.

"Paramos de ter grandes problemas com a questão ambiental, em especial no tocante à multa. Tem que existir? Tem. Mas conversamos e nós reduzimos em mais de 80% as multagens no campo", frisou. "Obviamente, quem vai fazer uma inspeção no campo, tudo bem, é um direito, apurar uma denúncia. Mas, no primeiro momento, é advertir, é dialogar. E, no segundo momento, a multa", completou.

Terras indígenas

Durante o seu discurso, Bolsonaro criticou a possibilidade de mais terras indígenas serem demarcadas caso o STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleça um novo marco temporal. O presidente pediu que o Supremo não mude o atual entendimento, que estabelece que a demarcação das terras só possa ser reivindicada por comunidades indígenas que ocupavam essas áreas antes da data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

"Trabalhamos contra um possível novo marco temporal junto ao STF. O placar está empatado em 1 a 1, mas esse novo marco, porventura, venha a ser aprovado, com toda certeza teremos, por força de lei, novas áreas [indígenas] equivalentes ao tamanho da região Sul, que pela localização geográfica dessas terras, se tiraria do mapa do agronegócio outra área do tamanho do estado de São Paulo."

R$ 1,5 bi para o agronegócio

O evento que Bolsonaro participou marcou o lançamento da terceira etapa do Circuito de Negócios Agro do Banco do Brasil, iniciativa que visa potencializar negócios e reforçar a presença do banco junto ao segmento. A expectativa é que o Circuito gere negócios da ordem de R$ 1,5 bilhão.

O Circuito prevê a divulgação de produtos, serviços e inovações tecnológicas ao setor, além de levar assessoria aos produtores rurais. Três carretas adaptadas para atuar como agências móveis do Banco do Brasil percorrerão 60 mil quilômetros, entre janeiro e dezembro de 2022, visitando as principais praças do agronegócio no país e fomentando a geração de negócios para o setor. 

Também estiveram presentes na cerimônia o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, bem como parlamentares e lideranças do agronegócio.

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