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Lula conversa com presidente da Colômbia sobre EUA tratarem PCC e CV como grupos terroristas

Governo federal se movimenta para dissuadir proposta americana de associar crime organizado a terrorismo

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula conversou com Gustavo Petro sobre a Cúpula da Celac e a proposta dos EUA de considerar o PCC e o CV como grupos terroristas.
  • A possibilidade de tal classificação gera preocupações no governo brasileiro, lembrando ações anteriores dos EUA na Venezuela.
  • O chanceler Mauro Vieira busca dialogar com os EUA para adiar a decisão, aguardando uma conversa entre Lula e Trump.
  • Lula e Petro também participaram da 4ª edição do evento "Em Defesa da Democracia", marcado para abril em Barcelona.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Petro e Lula falaram sobre discussão no governo dos EUA para classificar facções como grupos terroristas Ricardo Stuckert/PR - Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na manhã desta quarta-feira (11) com o presidente colombiano, Gustavo Petro, para discutir os preparativos da Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que ocorre em 21 de março, em Bogotá. No entanto, a conversa também abordou a proposta dos EUA de considerar como terroristas as facções criminosas brasileiras.

A RECORD apurou que a possibilidade de o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) passarem a figurar como grupos terroristas acendeu um alerta vermelho no Palácio do Planalto. A preocupação é que a medida abra margem para um cenário semelhante ao ocorrido na ação dos EUA na Venezuela no início deste ano, que terminou com a prisão do ditador Nicolás Maduro.


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O chanceler Mauro Vieira esteve presente no momento da ligação e articula um diálogo com os Estados Unidos para tratar do assunto. No domingo (8), Vieira ligou para o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a fim de dissuadir, ou pelo menos adiar, a decisão acerca do tema.

O pedido do ministro das Relações Exteriores brasileiro é que os americanos aguardem o encontro entre Lula e Trump, ainda sem data definida, para aprofundarem a discussão.


O movimento do governo indica uma busca por alinhamento com outros países também mirados pelos Estados Unidos quanto à classificação. Lula já havia conversado anteriormente com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na segunda-feira (9).

Em nota enviada ao R7, o Departamento de Estado dos EUA disse que o país considera que “organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o Comando Vermelho, representam ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional”.


“Não antecipamos possíveis designações terroristas nem comentamos deliberações sobre esse tipo de classificação. Estamos plenamente comprometidos em tomar as medidas apropriadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”, informou o órgão.

Cúpula da Celac

A nota oficial emitida pelo Palácio do Planalto menciona somente a discussão acerca da Cúpula da Celac, bloco que reúne 33 países latino-americanos e caribenhos.


Um dos compromissos que abre o evento é a reunião Celac-África, prevista para a manhã do dia 21 de março. A aproximação tem como pano de fundo a reconexão política, econômica e cultural das nações do bloco com os países do continente africano.

Para além disso, Lula e Petro confirmaram presença na 4ª edição do evento “Em Defesa da Democracia”, que será organizado pelo governo espanhol e sediado em Barcelona, com início em 18 de abril.

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