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Em meio a julgamento de Bolsonaro, ministros do STF não participam do 7 de Setembro

Tema do desfile cívico-militar foi a soberania nacional, uma resposta de Lula as tarifas impostas por Donald Trump

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window e Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Lula Ricardo Stuckert / PR - 07.09.2025

Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe no STF (Supremo Tribunal Federal), a ausência dos ministros da Corte no desfile do 7 de Setembro, neste domingo, na Esplanada dos Ministérios, foi notada por participantes mais atentos.

Na tribuna, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estavam em peso os titulares do primeiro escalão do Executivo federal, mas além dos ministros do STF, faltou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


Do Legislativo, a figura principal foi Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. Com ele, estava o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias.

Veja principais participantes:


  • Alexandre Padilha, Ministro de Estado da Saúde
  • Alexandre Silveira, Ministro de Estado de Minas e Energia
  • Marcos Sampaio Olsen, Almirante de Esquadra Comandante da Marinha
  • Renato Rodrigues de Aguiar Freire, Almirante de Esquadra , Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas
  • André de Paula, Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura
  • André Fufuca, Ministro de Estado do Esporte
  • Anielle Franco, Ministra de Estado da Igualdade Racial
  • Antônio Fernado Souza Oliveira, Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal
  • Camilo Santana, Ministro de Estado da Educação
  • Celso Amorim, Embaixador Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República
  • Celso Sabino, Ministro de Estado do Turismo
  • Décio Lima Diretor-Presidente do SEBRAE
  • Esther Dweck, Ministra de Estado da Gestão e Inovação em Serviços Públicos
  • Geraldo Alckmin, Vice-Presidente da República e Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Gleisi Hoffmann, Ministra de Estado da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
  • Hugo Motta, Deputado Federal Presidente da Câmara dos Deputados
  • Jader Filho, Ministro de Estado das Cidades
  • Jorge Messias, Advogado-Geral da União
  • José Mucio, Ministro de Estado da Defesa
  • Leonardo Cardoso de Magalhães, Defensor Público-Geral Federal
  • Luciana Santos, Ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Macaé Maria Evaristo dos Santos, Ministra de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania
  • Marcelo Kanitz Damasceno, Tenente Brigadeiro do Ar Comandante da Aeronáutica
  • Márcia Lopes, Ministra de Estado das Mulheres
  • Márcio França, Ministro de Estado do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
  • Márcio Macêdo, Ministro de Estado da Secretaria-Geral da Presidência da República
  • Marcos Amaro dos Santos, General Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
  • Marcos Brasiliano Rosa, Presidente da CAIXA, substituto
  • Margareth Menezes, Ministra de Estado da Cultura
  • Marina Silva , Ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima
  • Mauro Vieira, Embaixador Ministro de Estado das Relações Exteriores
  • Paulo Teixeira Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
  • Renan Filho, Ministro de Estado dos Transportes
  • Ricardo Lewandowski, Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública
  • Rogério Carvalho, Líder do Governo, substito, no Senado Federal
  • Rui Costa, Ministro de Estado da Casa Civil da Presidência da República
  • Sidônio Palmeira, Ministro de Estado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
  • Simone Tebet, Ministra de Estado do Planejamento e Orçamento
  • Sônia Guajajara, Ministra de Estado dos Povos Indígenas
  • Tarciana Paula Gomes Medeiros, Presidente do Banco do Brasil
  • Teodoro Silva Santos, Ministro STJ
  • Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Comandante do Exército
  • Tomé Monteiro da França, Ministro de Estado, substituto, de Portos e Aeroportos
  • Vinicius Carvalho, Ministro de Estado da Controladoria-Geral da União
  • Waldez Goés, Ministro de Estado da Ingração e do Desenvolvimento Regional
  • Wellington Dias, Ministro de Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à fome
  • Wolney Queiroz, Ministro de Estado da Previdência Social

O desfile foi marcado pelo discurso de soberania nacional, um dia depois do presidente Lula ter feito pronunciamento em rede nacional, às vésperas da comemoração do Dia da Independência. Na ocasião, o presidente defendeu a soberania nacional e a democracia, criticou parlamentares que estimulam ataques ao Brasil e pontuou a independência entre os Três Poderes.

Sem citar nomes, o presidente disse que o posicionamento de parlamentares brasileiros que “estimulam ataques ao Brasil” é “inadmissível”. “Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria e a história não os perdoará”.


Lula pontuou a relevância da data da Independência da República. “O 7 de Setembro representa o momento em que deixamos de colônia e passamos a conquistar nossa independência, liberdade e soberania”.

“Defenderemos a nossa democracia e resistiremos a qualquer um que tente golpeá-la”, disse.


O presidente defendeu que o governo federal “está do lado do povo brasileiro”. “Este é o momento da união de todos em defesa do que pertence a todos: a nossa pátria brasileira e as cores da bandeira do nosso país”, pontuou.

Relações internacionais

Sem citar nominalmente o presidente Trump ou os Estados Unidos, Lula disse que “não somos e não seremos colônia de ninguém. Somos capazes de governar e de cuidar da nossa terra e da nossa gente, sem interferência de nenhum governo estrangeiro”.

“Mantemos relações amigáveis com todos os países, mas não aceitamos ordens de quem quer que seja. O Brasil tem um único dono: o povo brasileiro”, declarou.

Lula afirmou que o governo zela pelo cumprimento da Constituição, que estabelece a independência entre os Três Poderes. “Isso significa que o presidente do Brasil não pode interferir nas decisões da Justiça brasileira, ao contrário do que querem impor ao nosso país”, completa.

O presidente defendeu que, durante o governo, defendeu o livre comércio, a paz, o multilateralismo e a harmonia entre as nações, além de focar esforços na abertura de novos 400 mercados de exportações. “Mas nunca abriremos mão da nossa soberania. Defender a nossa soberania é defender o Brasil”, concluiu.

Medidas citadas

Lula citou conquistas do governo dele como exemplos de um país soberano. Entre eles: o imposto de renda zerado para quem ganha até R$ 5 mil, estar fora do Mapa da Fome, registrar baixos índices de desemprego, crescimento acima da média mundial e operações contra o crime organizado.

Além disso, Lula disse que o governo vai defender o Pix de “qualquer tentativa de privatização”. “O Pix é do Brasil. É público e vai continuar assim”.

Ainda no pronunciamento, o presidente defendeu a regulamentação das redes digitais, dizendo que “não estão acima da lei”.

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