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Em meio a visitas a Bolsonaro, Flávio e Carlos falam em ‘tortura’ e alegam problemas de saúde

Encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou o limite de até 30 minutos

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio e Carlos Bolsonaro criticam prisão do pai, afirmando que é uma "perseguição política" e "tortura".
  • Carlos menciona problemas de saúde de Jair Bolsonaro, citando a tentativa de violação da tornozeleira e justificando a sua situação.
  • Flávio destaca que a saúde do ex-presidente se deteriorou desde que sofreu uma tentativa de assassinato e responsabiliza o judiciário por possíveis consequências.
  • Visitas ao ex-presidente são limitadas a 30 minutos e a critérios médicos devem ser respeitados, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio e Carlos foram autorizados a visitarem o pai nesta terça Mateus Bonomi/ Reuters- 25.11.2025

Em meio a visita dos filhos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usaram as redes sociais para criticar a prisão do pai e reafirmar sua inocência, além de citar a saúde dele. A visita dos dois foi autorizada para esta terça-feira (25) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente no último sábado (22).

À jornalistas, Carlos Bolsonaro disse que vê o caso como “perseguição política” e “tortura”. Na fala, o político comentou que acredita em uma possível absolvição do pai, principalmente, por influência de questões externas.


O filho do ex-presidente comentou, ainda, sobre a tentativa de violação da tornozeleira usada por Jair Bolsonaro. “Vocês mesmos da imprensa falaram que visivelmente o presidente Bolsonaro estava sob efeito de algo que parecia não estar em uma situação normal. Se ele quisesse realmente fugir, ele iria na correia, não iria na caixa”, disse.

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O senador Flávio Bolsonaro também se pronunciou e disse que o pai merece “um tratamento digno“. ”Desde que um ex-militante do PSOL tentou matar ele, a saúde de Bolsonaro nunca mais foi a mesma“, escreveu, em referência a facada que o ex-presidente sofreu em 2018.


Sem citar o ministro Alexandre de Moraes, Flávio voltou a comentar que caso algo acontecesse com seu pai, a culpa seria de apenas uma pessoa. Em live transmitida no último dia 22, o senador disse que caso Bolsonaro morresse, a culpa seria do magistrado.

Encontro

Após a visita, o senador afirmou que Bolsonaro focou em continuar defendendo sua “inocência” e criticou uma suposta proibição de alimentos levados por familiares.


“Ele precisa ter uma alimentação especial por causa do fluxo intestinal, por causa das sequelas da cirurgia dele. Então me soou muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra a medicação que é prescrita pelos médicos”, disse.

Visitas

As visitas devem ter duração de até 30 minutos, com limite de dois familiares por dia. Cada pessoa poderá encontrar o preso separadamente.


O horário padrão das visitas é das 9h às 11h, nas terças e quintas-feiras. Também segundo a decisão de Moraes, em caso de intercorrência médica, será acionado o médico-chefe da Divisão de Perícias Médicas e Odontológicas para as providências e orientações necessárias.

Caso ocorra uma emergência médica com o preso, será acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O ministro manteve a autorização para que a equipe médica de Bolsonaro tenha acesso e realize visitas, sem necessidade de prévia autorização judicial.

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