Em nova carta, presidente da COP30 defende mais celeridade para acordos nas conferências
Embaixador André Corrêa do Lago propõe formato que não exija decisões em consenso para dar resposta às urgências climáticas
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O presidente da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), embaixador André Corrêa do Lago, defendeu que países adotem uma nova alternativa de negociações para acelerar o processo em torno de acordos climáticos.
O posicionamento consta em uma carta voltada à comunidade internacional, publicada por ele nesta terça-feira (27), por considerar que o modelo atual de chegada a consensos é lento e pode sofrer impactos devido a tensões geopolíticas.
“O multilateralismo precisa ganhar a velocidade necessária para acompanhar o aquecimento global, sem comprometer a tomada de decisões por consenso como fonte de legitimidade, universalidade e direito internacional”, afirmou.
Na carta, André Corrêa do Lago também atribui a necessidade de um acordo geral à dificuldade para chegada a resultados mais significativos e que respondam à urgência climática nas COPs.
“Como em COPs anteriores, a COP30 alcançou avanços diplomáticos — especialmente diante de um contexto geopolítico difícil. Porém, mais uma vez, ficou aquém do que esperavam cientistas do clima e comunidades que já vivenciam os impactos da mudança dele”, analisou o embaixador.
Do Lago ressaltou, ainda, que a alteração proposta pode ser aplicada sem interferir nas tradicionais negociações entre países. “Responder a essa pressão evolutiva não significa abandonar o multilateralismo; significa permitir que ele amadureça”, completou.
A carta é a 12ª elaborada sobre COPs pelo embaixador e foi divulgada dois meses após a 30ª edição, em Belém (PA). André segue presidente da conferência até a próxima edição, que será em novembro, na Turquia e sob liderança da Austrália.
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