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Gilmar Mendes diz que Sergio Moro não sabia se ‘tigela’ se escrevia com G ou com J

Declaração ocorre em celebração dos 135 anos do STF; decano do STF também critica a Lava Jato e defende o inquérito das fake news

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes ironiza Sergio Moro durante celebração dos 135 anos do STF, sugerindo que ele não sabe escrever a palavra 'tigela'.
  • Moro responde que Gilmar desvia atenção de críticas feitas pela revista The Economist.
  • Gilmar critica a falta de mea-culpa da mídia sobre os abusos da Lava Jato e defende o inquérito das fake news.
  • OAB solicita o fim do inquérito das fake news, alegando que sua duração e escopo se tornaram excessivos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Gilmar Mendes afirma que Moro contratava jornalistas para redigirem seus textos Marcelo Camargo/Agência Brasil-25.02.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes ironizou o senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz que ganhou projeção nacional durante a Operação Lava Jato. Em discurso na celebração dos 135 anos do STF nesta quinta-feira (26), Gilmar afirmou que Moro não saberia escrever a palavra “tigela”.

“Muitos jornalistas importantes eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja: Moro precisava ter ghostwriters porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra ‘tigela’”, afirmou o decano da corte, em referência a profissionais contratados para redigir textos sem receber crédito oficial pela autoria.

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Procurado, Moro afirmou que Gilmar Mendes tenta desviar a atenção da opinião pública de uma reportagem da revista The Economist na qual o magistrado foi retratado de forma negativa. “Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, declarou.

Críticas à imprensa

A crítica do ministro ocorreu no contexto de defesa da atuação do STF durante a Lava Jato. Mendes disse causar perplexidade o fato de veículos de imprensa não terem feito um mea-culpa por noticiarem os escândalos de corrupção revelados durante as investigações.

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A justificativa do ministro foi a Operação Spoofing, que investigou a invasão de celulares de autoridades e resultou na divulgação das mensagens da chamada “Vaza Jato”, publicadas pelo The Intercept Brasil. O material revelou conversas entre Sergio Moro e o então procurador Deltan Dallagnol, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, e posteriormente fundamentou decisões que levaram à declaração de suspeição de Moro.

“A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito, até hoje, um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing”, ressaltou.

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Crítico da condução da Lava Jato na primeira instância, Gilmar Mendes teve voto decisivo para declarar Moro suspeito em processos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimento que abriu caminho para a anulação de condenações posteriormente.

Leia mais

Fake news

O ministro também defendeu o chamado inquérito das fake news, aberto em março de 2019, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

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“Nós vivemos esse momento dramático. Convivemos com isso no início do governo Bolsonaro. Foi uma opção difícil. Eu não quero fazer a especulação do ‘se’ na história. O que seria do Brasil não fosse a instauração do inquérito das fake news?”, questionou.

A ação é alvo de críticas por sua duração, pela concentração das investigações e por questionamentos sobre transparência. O Conselho Federal da OAB, por exemplo, encaminhou nesta segunda-feira (23) ofício ao STF pedindo o fim do inquérito.

No documento, a entidade solicita que sejam adotadas providências para encerrar procedimentos, que, “por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”.

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