Em tom exaltado, Lula cobra reação contra violência doméstica: ‘Tem que pôr a colher’
Presidente diz que mulher não é ‘saco de pancada’ e cobrou sociedade a mudar comportamentos machistas
Brasília|Do R7, em Brasília
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Durante cerimônia na região metropolitana de São Paulo nesta segunda-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou uma reação da sociedade contra a violência contra a mulher e o feminicídio. Em tom indignado, o presidente disse que se alguém estiver com raiva e pensar em agredir uma mulher, deve descontar a violência em si mesmo, destacando que mulher não é “saco de pancada”.
“Se o cara chegar nervosinho e quiser bater na mulher, antes de bater, dê uma cabeçada na parede. Mulher não é saco de pancada de ninguém. A mulher tem que ser respeitada”, frisou o presidente em um evento de anúncios de investimentos em educação e saúde, realizado em Mauá (SP).
Lula também criticou comportamentos machistas do cotidiano, como homens que desvalorizam o trabalho doméstico. “Ela passa o dia inteiro cuidando das crianças, lavando fralda, lavando cama, lavando banheiro, fazendo comida. Chega em casa, tem dois ovos para comer. Você [reclama]: ‘Só ovo, só ovo. Ai, não estou gostando da comida’. Vai lá para a cozinha fazer”, reclamou.
Segundo o presidente, a violência doméstica precisa ser combatida de forma ativa por todos. “Se tem algum mau-caráter batendo na mulher, é preciso chamar a polícia, é preciso prender esta pessoa, porque essa pessoa não tem o direito de bater. Antigamente se dizia: ‘Em briga de marido e mulher, eu não ponho colher’. Não. Tem que pôr a colher. Se a gente vê uma mulher apanhando, pega o telefone e chama a polícia para que alguém possa dar jeito”, pediu.
Lula afirmou que nenhuma mulher deve viver com um homem por dependência financeira, seja “por um prato de comida” ou para pagar aluguel. Segundo ele, quando a mulher tem renda, permanece em uma relação apenas se quiser e se gostar do parceiro — e não por necessidade.
O presidente defendeu que a mudança deve começar ainda na infância. Segundo ele, desde a creche e o ensino fundamental, meninos precisam aprender que não são donos das meninas e que não são superiores a elas.
“Nós precisamos começar a mudar o currículo escolar. Da creche à universidade, os homens têm que aprender que não são melhores do que as mulheres, não são mais importantes. E a gente tem que começar a ensinar isso na creche, para criança no ensino fundamental. O menino não é dono da menina, não é maior do que ela, não é mais importante que ela. Se a gente não ensinar na escola, ele não vai aprender.”
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