Empresário preso suspeito de golpe da 'batida falsa' era chefe de gabinete na Câmara Legislativa
Glauber Henrique Lucas de Oliveira trabalhava para a Segunda Secretaria da Casa desde janeiro e recebia R$ 22.798,94 de salário
Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

O empresário Glauber Henrique Lucas de Oliveira, preso na segunda-feira (18) por suspeita de fazer parte de um grupo que simulava acidentes com carro de luxo para receber dinheiro das seguradoras, era chefe de gabinete na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ele foi exonerado do cargo no mesmo dia da prisão.
Glauber era integrante da Segunda Secretaria da Casa, que é responsável pela diretoria de administração e finanças. Ele foi nomeado para o cargo em janeiro deste ano e recebia R$ 22.798,94 de salário bruto.
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Por meio de nota, a Câmara Legislativa afirma que demitiu o funcionário "por repudiar qualquer tipo de ato criminoso". Confira abaixo a íntegra da nota:
"A Câmara Legislativa informa que, ao tomar conhecimento da operação envolvendo o respectivo servidor, resolveu demiti-lo por repudiar qualquer tipo de ato criminoso. Dessa forma, esta Casa espera que os fatos possam ser devidamente apurados e esclarecidos pela Polícia Civil do DF".
Relembre o caso
Segundo a investigação da Polícia Civil do DF, o grupo de seis pessoas pode ter lucrado R$ 2 milhões com as práticas criminosas. Entre os presos, estão um empresário de Taguatinga e um ex-policial militar, que foi licenciado da corporação após emitir 150 cheques sem fundos.
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu seis pessoas acusadas de fazerem parte de um grupo que simulava acidentes com carro de luxo para receberem dinheiro das seguradoras
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu seis pessoas acusadas de fazerem parte de um grupo que simulava acidentes com carro de luxo para receberem dinheiro das seguradoras
Segundo a polícia, os acidentes forjados aconteceram nas cidades de Brazlândia, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Vicente Pires e Brasília. Investigadores contam que os suspeitos compravam veículos importados usados.
Os automóveis eram consertados, e o grupo contratava seguros, com valor de indenização correspondente a 100% da tabela Fipe, um dos principais instrumentos utilizados por vendedores de carros seminovos e usada para precificar os veículos. Os valores eram mais altos do que os gastos com a compra e a restauração.
A partir deste momento, os investigados batiam o carro propositalmente para que o veículo sofresse perda total. O grupo, então, solicitava o valor do seguro.
Para despistar as seguradoras, os suspeitos revezavam o papel no golpe. Em cada ação, um fazia o papel do proprietário, outro já agia como contratante do seguro. Os investigados também tinham sempre alguém que passava por um envolvido no acidente.
Outro ato que buscava atrapalhar as investigações era o fato de que as ocorrências eram feitas no Delegacia Econômica, afastando questionamentos sobre o sinistro do veículo. Sinistro é qualquer ocorrência inesperada que está coberta pelo seguro contratado.
























