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Especialista defende proibição da linguagem neutra: ‘É para que as pessoas possam entender’

Norma sancionada por Lula nesta semana determina o uso de linguagem simples na administração pública

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Política Nacional de Linguagem Simples foi sancionada pelo presidente Lula para facilitar comunicação oficial.
  • A norma visa eliminar termos técnicos e estrangeirismos, proporcionando mensagens claras e diretas.
  • Cláudia Costin, especialista, elogia a medida por reduzir barreiras de compreensão e garantir direitos a todos os cidadãos.
  • A lei proíbe a linguagem neutra na administração pública, destacando a importância de se fazer entender pelo público.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Política Nacional de Linguagem Simples, sancionada na segunda-feira (17), determina que órgãos e entidades dos três poderes, em todos os níveis da federação, adotem uma comunicação clara e acessível.

A norma busca eliminar termos técnicos sem explicação, estrangeirismos e frases complexas, privilegiando mensagens curtas e diretas. A lei também prevê acessibilidade para pessoas com deficiência e, quando possível, versões em línguas indígenas.


Para Cláudia Costin, especialista em educação e presidente do Instituto Salto, a medida é positiva porque reduz barreiras de compreensão.

Cláudia Costin avalia que medida reduz barreiras e garante que todos compreendam informações do governo Reprodução/RECORD NEWS

“A administração pública da União, dos Estados, dos Municípios e dos três poderes deve adotar uma linguagem compreensível pela média da população, com atenção especial, como já foi falado, para os indígenas. É fundamental se fazer entender, ainda mais quando a informação vem do governo” afirma.


Ao Conexão Record News de quinta-feira (20), Cláudia destaca que a proposta não interfere na forma como as pessoas falam no dia a dia, mas exige clareza nas informações do poder público.

A lei ainda proíbe o uso da linguagem neutra na administração pública e reforça que todos os cidadãos têm direito de entender os serviços e informações governamentais.


“Não entendi nessa lei como algo que contribui para discriminação ou coisa assim, ao não ser adotada, é para que as pessoas, em geral, possam entender do que se trata”, defende Cláudia.

Para Cláudia, essa mudança acompanha a evolução da linguagem e combate mecanismos históricos de exclusão. “Não é papel do governo evidentemente, ah, dizer o que que vale o que não vale na linguagem, isso é um papel muito mais da Academia Brasileira de Letras”, conclui.


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