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‘Estruturante e estabilizador’, diz Gilmar Mendes sobre o papel do STF na Reforma Tributária

Discurso foi feito durante evento dedicado aos principais desafios e transformações do sistema tributário brasileiro, em Brasília

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes destacou o papel "estruturante e estabilizador" do STF na implementação da Reforma Tributária.
  • O STF e o STJ devem estar preparados para resolver controvérsias durante a transição para o novo modelo tributário.
  • A Emenda Constitucional nº 132 é considerada a reforma tributária mais ambiciosa desde a Constituição de 1988.
  • A Reforma Tributária prevê a substituição de tributos existentes por um sistema baseado no IVA Dual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar destacou o papel estabilizador do Judiciário para a resolução dos conflitos federativos Luiz Silveira/STF - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou, nesta terça-feira (22), que o Poder Judiciário deve cumprir um papel “estruturante e estabilizador” diante da implementação da nova Reforma Tributária.

Segundo o decano do STF, é essencial que o STF e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) estejam preparados para solucionar, com agilidade, as controvérsias mais previsíveis da transição para o novo modelo: “normas de transição; disputas sobre a incidência do IBS nos setores com regimes especiais; critérios de partilha federativa das receitas do IBS; entre outras questões”.

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O discurso foi feito durante a 3ª edição do Congresso de Direito Tributário, do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), que discutiu a atuação do Judiciário diante dos desafios jurídicos que podem surgir ao longo do processo de transição para o novo modelo tributário do país.

‘Guerra fiscal’

Gilmar Mendes destacou também o papel do Judiciário para a resolução dos conflitos federativos.

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“O federalismo fiscal brasileiro sempre foi palco de tensões entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A ‘guerra fiscal’, travada sobretudo no campo do ICMS, é um fenômeno que consumiu décadas de energia institucional, gerou insegurança jurídica para os contribuintes e comprometeu a racionalidade do sistema”.

Para o ministro, a extinção gradual de impostos como o ICMS, ISS, PIS, COFINS e IPI representa uma transformação estrutural sem precedentes na história fiscal.

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A Reforma Tributária prevê uma transição gradual para o novo modelo de tributação sobre o consumo, com a substituição progressiva de tributos atualmente existentes por um sistema baseado no IVA Dual. A implementação do novo regime envolve mudanças na distribuição da arrecadação, na relação entre União, estados e municípios e na forma de tributação de bens e serviços.

Congresso

A 3ª edição do Congresso de Direito Tributário acontece nos dias 22, 23 e 24 de setembro, em Brasília.

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O evento reúne especialistas, acadêmicos e profissionais do mercado para discutir as principais mudanças, tendências e perspectivas do Direito Tributário no Brasil, proporcionando um espaço de aprendizado e troca de experiências.

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