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Ex-candidato a governador do DF será presidente do Iphan

Leandro Grass é ex- deputado distrital pelo PV e foi confirmado ao cargo pela ministra da Cultura, Margareth Menezes

Brasília|Ana Isabel Mansur e Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Leandro Grass (PV) na Câmara Legislativa do Distrito Federal
Leandro Grass (PV) na Câmara Legislativa do Distrito Federal

Leandro Grass (PV), ex-deputado distrital que concorreu ao Governo do Distrito Federal em 2022, será presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O nome foi confirmado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

O órgão é responsável pela preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do país e será essencial para o levantamento do prejuízo causado pelos extremistas durante invasão nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, no último domingo (8), e para a recuperação dos monumentos tombados e das obras vandalizadas.


Grass anunciou Andrey Rosenthal Schlee como diretor de Patrimônio Material e Fiscalização, e Deyvesson Gusmão para a diretoria de Patrimônio Imaterial.

"Nossa primeira preocupação é recuperar as obras, os monumentos e o que mais houver de dano causado pelos atos terroristas desse domingo. Além das edificações, foram destruídas obras de Marianne Peretti, Di Cavalcanti e Alfredo Ceschiatti, que fazem parte do valoroso acervo da nossa capital. Um prejuízo incalculável", afirmou Grass.


"Um dos nossos próximos objetivos é fortalecer a política do patrimônio cultural, valorizando os quadros técnicos, escutando-os e trabalhando para que o órgão se reestruture, em especial para que haja um plano de carreira para os servidores da cultura", completou.

Obras

Relógio de Balthazar Martinot, obras de Di Cavalcanti e Bruno Giorgi, mesa de trabalho de Juscelino Kubitschek e escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg. Esses são alguns dos objetos que foram alvo de destruição por parte dos extremistas que invadiram o Palácio do Planalto.

De acordo com avaliação inicial, o rastro de desmantelamento do patrimônio público causou prejuízo de, ao menos, R$ 8,5 milhões. O Planalto informou que não é possível ainda ter um levantamento minucioso de todas as pinturas, esculturas e peças de mobiliário destruídas, mas a avaliação preliminar feita pela equipe responsável aponta diversos estragos em peças icônicas do acervo.

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